Dissidente sai de Cuba após 15 anos de permanência forçada

A médica dissidente Hilda Molina partiu neste sábado de Cuba para reencontrar sua família, na Argentina, após 15 anos de permanência forçada na Ilha, constatou a AFP.

AFP |

Molina, de 66 anos, tomou um voo da companhia aérea Copa, que partiu às 18H00 local (19H00 Brasília) e deve chegar a Buenos Aires na manhã de domingo.

Pouco antes de subir no avião, a médica, que tem na Argentina seu único filho, a nora, dois netos e a mãe, Hilda Morejón, de 90 anos, disse à imprensa que parte de Cuba sem "uma gota de rancor".

"Não tenho qualquer problema com eles (Fidel e Raul Castro); não concordo com seu governo, mas isto não quer dizer que os considero pessoas ruins (...), não guardo uma gota de rancor".

A dissidente cubana, que lutava há anos por uma permissão para visitar a família na Argentina, foi autorizada finalmente a deixar Cuba na sexta-feira.

Hilda Molina, 66 anos, neurocirurgiã de fama internacional, dirigiu o Centro Internacional de Restauração Neurológica (CIREN) até 1994, quando foi destituída e se tornou uma férrea opositora ao regime de Fidel Castro.

A médica, que foi ligada ao Partido Comunista de Cuba nos anos 80, destacou na véspera que sua família está acima da política.

Dirigentes da dissidência cubana qualificaram a decisão de Havana de "mínimo ato de humanidade", estimando que foi a "libertação de uma refém".

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