Dissidente Hu Jia decide não apelar contra condenação

Pequim, 23 abr (EFE).- O dissidente chinês Hu Jia, condenado neste mês por incitar a subversão contra o Estado, não apelou da sentença, disse hoje à Agência Efe um de seus advogados, Li Fangbing.

EFE |

Se não ocorrer um indulto ou a redução de sua pena, ele passará três anos e meio na prisão.

"Ainda não sei o motivo que o levou a não apelar. É possível que tenha sido porque não tem esperança de mudar o veredicto ou por questões de saúde (Hu é doente crônico de hepatite)", manifestou o advogado do dissidente.

O prazo para apresentar a apelação terminou no último dia 14, dez dias depois que se ditasse o veredicto e, segundo denunciou Li, as autoridades chinesas impediram o dissidente de se reunir com seus advogados antes que essa data expirasse.

Hu foi nomeado no último dia 21 cidadão honorário de Paris, junto com o dalai lama, e organizações de direitos humanos e Governos de todo o mundo pediram seu indulto à China.

A Justiça chinesa condenou Hu no último dia 3, porque ele "difamou o sistema político e social chinês e instigou a subversão contra o Estado, o que é um crime de acordo com a lei chinesa", indicou a agência oficial "Xinhua".

A pena foi encarada como um claro desafio às críticas internacionais e aos pedidos de boicote dos Jogos de Pequim pelas violações dos direitos humanos na China, onde não existe separação entre poderes e tanto o Judicial como o Legislativo dependem do Executivo.

Os promotores utilizaram várias entrevistas concedidas por Hu à imprensa internacional e artigos críticos que publicou em páginas digitais para acusá-lo de um crime que Pequim costuma atribuir a dissidentes e ativistas. EFE cg/mh

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