Dissidente Enríquez se transforma em figura-chave no segundo turno chileno

O candidato independente Marco Enríquez Ominami, terceiro no primeiro turno da eleição presidencial chilena com 20%, será figura-chave do segundo turno a ser disputado em janeiro entre Sebastián Piñera, direita, e o governista Eduardo Frei, segundo analistas.

AFP |

Piñera, empresário milionário, foi o mais votado do pleito do último domingo, com 44%, seguido por Frei, com 30%. O segundo turno foi marcado para o dia 17 de janeiro.

"Tanto Piñera como Frei tentarão conquistar os eleitores de Enríquez", disse à AFP Mauricio Morales, analista do Observatório Eleitoral da Universidade Diego Portales.

Enríquez lançou sua candidatura com um discurso de ruptura, no qual se opõs às velhas formas de fazer política no Chile. Com isso, cativou os eleitores decepcionados com o governo.

De fala atropelada, o jovem ex-deputado de 36 anos advertiu que "a velha política" ficará esperando sinais "que não vai receber".

Na noite de domingo, logo após admitir sua derrota, Enríquez anunciou que não recomendará nenhum dos candidatos do segundo turno a seus eleitores, alegando que "nenhum dos dois candidatos que restam são a esperança de um país diferente, eles não são a mudança".

Analistas preveem que uma parte pequena de seus eleitores escolham Piñera, e que a maioria vote em Frei, embora não seja fácil calcular isto devido à dispersão dos eleitores.

Para depois do segundo turno presidencial, o futuro político de Enríquez é incerto. Sem partido, sem nenhum parlamentar de sua lista eleito, não será fácil se articular como um ator relevante na arena política chilena.

pa/ap/sd

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