O dissidente cubano Guillermo Fariñas, em greve de fome há 16 dias, foi hospitalizado nesta quinta-feira após um novo desmaio. Segundo funcionários do hospital, ele está na UTI em estado grave.

EFE
Jornalista cubano Guillermo Fariñas
Jornalista cubano Guillermo Fariñas

Fariñas está acompanhado de seu médico pessoal, Ismel Iglesias. Segundo ele, o desmaio resultou de um "choque hipoglicêmico", semelhante ao que sofreu no dia 3 de março.

Fariñas está recebendo soro com dextrose, um carboidrato de alto índice glicêmico de alta absorção, além de outros medicamentos. 

Na terça-feira, Fariñas disse que não vai desistir da greve de fome. "Estou muito fraco, mas não tem volta, não recuo. Vou até às últimas consequências", disse ele, que faz a greve de fome para exigir a libertação de 26 presos políticos cubanos que estão doentes.

Segundo Ismel Iglesias, médico particular do dissidente, também ouvido na quarta-feira, Fariñas estava "muito desidratado", com os "lábios secos e rachados" e "uma constante dor de cabeça".

O dissidente, que iniciou seu protesto pouco depois da morte do preso político Orlando Zapata, após dois meses e meio de greve de fome, rejeitou na segunda-feira uma proposta de asilo político na Espanha, realizada por um diplomata espanhol.

Fariñas também negou os pedidos de Madri e de opositores cubanos para que desista da greve de fome e poupe sua saúde.

Com EFE

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