Dissidente diz que negar violação de direitos é insulto ao povo cubano

Santiago do Chile, 23 mar (EFE).- O opositor cubano Oswaldo Payá disse hoje que negar a violação dos direitos humanos na ilha é um insulto ao povo de Cuba.

EFE |

"Quando se defende uma ideologia ou uma posição política acima da verdade, acima dos direitos das pessoas, então tenho que dizer que não é uma posição honesta", disse Payá em declarações à "Radio Cooperativa", sediada em Santiago.

O opositor cubano se referiu assim às palavras do deputado do Partido Comunista do Chile Hugo Gutiérrez, o qual afirmou que Cuba "não é um país violador dos direitos humanos".

"Os cubanos não podem entrar e sair livremente do país, não podem se expressar livremente, há apenas a imprensa oficial, que é um mecanismo de opressão, e também não podem se organizar", ressaltou Payá em resposta a Gutiérrez.

Segundo o dissidente, o Governo liderado pelo general Raúl Castro está concentrado "em um grupo de homens" que "usurpam a soberania do povo".

Payá agradeceu a "demonstração de solidariedade" do Senado chileno, que condenou na semana passada a morte do dissidente Orlando Zapata e a existência de presos de consciência.

O opositor afirmou que Zapata, que morreu em 23 de fevereiro após 85 dias de greve de fome, "não foi um suicida".

"(Zapata) foi encurralado pela tortura, pelos golpes, pelos maus-tratos, por toda a potência de um estado totalitário contra um ser humano indefeso, que lhe restou a greve de fome como recurso frente a esse tratamento horrível. Por isso, dizemos que o mataram", argumentou. EFE gs/bba

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