Dissidente denuncia ao COI situação das prisões chinesas

Um dissidente chinês enviou uma carta ao presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI), Jacques Rogge, na qual denuncia a situação das prisões chinesas e pede que o dirigente faça uma inspeção direta, informou nesta quinta-feira a organização Human Right Watch.

AFP |

He Depu, um veterano ativista que cumpre pena de oito anos, explicou a Rogge que os presos políticos estão em uma situação particularmente ruim, apesar da esperança de que os Jogos Olímpicos seriam um catalizador para a mudança.

"Os Jogos Olímpicos se aproximam rapidamente, mas as limitações impostas a nós, presos políticos, não diminuíram, e sim aumentaram", revela He Depu, na carta escrita em abril passado do Bloco 17 da Prisão Pequim-2.

Os presos políticos não têm permissão para telefonar, receber seus familiares, tentar a redução da pena ou participar de atividades recreativas organizadas na prisão, denuncia He.

A comida tem piorado e a assistência médica é inadequada para todos os prisioneiros, sejam políticos ou comuns (...) e dois números são particularmente elevados: o de presos doentes e o de mortes".

"Tenho que perguntar ao senhor Rogge: Cada vez que chega a Pequim para ver os espetáculos alegres o senhor sabe que a apenas alguns quilômetros de Pequim os presos políticos estão sofrendo enormemente"?

"Espero que, quando for conveniente, o senhor venha, apenas uma vez, à prisão Pequim-2, para ver como os prisioneiros vivem aqui".

He é um conhecido ativista em favor da democracia desde o final dos anos 70 e foi condenado a oito anos de prisão em novembro de 2003, após assinar uma carta aberta pedindo uma reforma política.

Segundo a Human Right Watch, He tem sofrido repetidos abusos na prisão.

ph/LR

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