Guillermo Fariñas, debilitado em seu 41º dia em greve de fome, disse nesta segunda-feira que está disposto a levar seu protesto às últimas consequências, mesmo à morte, após o presidente Raúl Castro ter prometido não ceder ao que descreveu como chantagem de seus inimigos." / Guillermo Fariñas, debilitado em seu 41º dia em greve de fome, disse nesta segunda-feira que está disposto a levar seu protesto às últimas consequências, mesmo à morte, após o presidente Raúl Castro ter prometido não ceder ao que descreveu como chantagem de seus inimigos." /

Dissidente cubano seguirá greve de fome apesar de críticas

HAVANA - O dissidente cubano http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/2010/03/13/em+greve+de+fome+dissidente+cubano+segue+em+estado+grave+9426985.htmlGuillermo Fariñas, debilitado em seu 41º dia em greve de fome, disse nesta segunda-feira que está disposto a levar seu protesto às últimas consequências, mesmo à morte, após o presidente Raúl Castro ter prometido não ceder ao que descreveu como chantagem de seus inimigos.

Reuters |

Raúl disse no domingo que seu governo não se responsabilizará pela possível morte de Fariñas, que perdeu mais de 15 quilos desde que iniciou seu jejum em 24 de fevereiro para reivindicar a libertação de presos políticos doentes.

AP
Manifestantes segura cartaz com foto de Fariñas

Manifestantes segura cartaz com foto de Fariñas

"Era de se esperar que me deixarão morrer", disse à Reuters Fariñas, um psicólogo de 48 anos. "Este é um assassinato de Estado", acrescentou por telefone. Fariñas está internado em um hospital público na cidade de Santa Clara, a cerca de 270 quilômetros de Havana.

Raúl acusou os Estados Unidos e a União Europeia de instigar as greves de fome de Fariñas e de Orlando Zapata , preso político morto em fevereiro após 85 dias em jejum.

A morte de Zapata e a greve de Fariñas fizeram chover críticas internacionais sobre a situação dos direitos humanos na ilha, deteriorando as relações com os EUA e a Europa.

Raúl disse que Cuba é alvo de uma "campanha extraordinária de difamação" e não aceitará chantagens nem pressões, independentemente de suas origens.

Segundo Alicia Hernández, mãe de Fariñas, seu filho está determinado a morrer. "Neste momento (ele) está em uma situação grave, embora suas condições sejam bastante estáveis. Segue tendo crises de hipoglicemia", disse Alicia, uma enfermeira aposentada, por telefone.

"(Ele) está decepcionado com tudo. Isso me dói na alma. O que ele quer é morrer agora", contou, emocionada, interrompendo a entrevista.

No domingo, Fariñas pesou pouco mais de 65 quilos, contra os 81 quilos que tinha antes da greve de fome. Raúl disse que ele não será alimentado à força, como fez o Exército dos EUA com pessoas detidas na base naval de Guantánamo, em Cuba.

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