Dissidente cubano segue internado, consciente e sem perigo

HAVANA (Reuters) - O dissidente cubano Guillermo Fariñas continuava hospitalizado na sexta-feira na cidade de Santa Clara (centro), mas está consciente e sua vida não corre risco iminente. No mesmo dia, o regime comunista atacou em um artigo a Europa, acusando-a de fabricar patriotas. Fariñas, um psicólogo de 48 anos, iniciou a greve de fome depois da morte, há duas semanas, do preso político Orlando Zapata, que passou 85 dias em jejum, num fato que reavivou as críticas sobre a situação dos direitos humanos na ilha comunista.

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Na quinta-feira, o Parlamento Europeu aprovou uma resolução que condena Cuba pela morte de Zapata e alerta para o possível "desenlace fatal" no caso de Fariñas.

O jornal oficial Granma acusou nesta sexta-feira o Parlamento Europeu de apoiar a "subversão" e alinhar-se a uma campanha contra a ilha.

"A feroz campanha política e midiática desenvolvida atualmente contra Cuba...busca fabricar patriotas entre mercenários e delinquentes dentro do trabalho de subversão dirigida a derrocar a ordem constitucional", disse o jornal.

Licet Zamora, porta-voz de Fariñas, disse à Reuters em Santa Clara, 270 quilômetros a leste de Havana, onde ele vive, que o dissidente continua no hospital.

"Fariñas segue hospitalizado, recebe hidratação com açúcares e soros por via intravenosa na sala de cuidados intensivos do hospital", disse Zamora.

Raisa Fariñas, irmã dele, contou por telefone que o dissidente "está estável, orientado e sem perigo iminente para a vida".

Qualificado pelo governo como um traidor da pátria com "conduta antissocial", Fariñas desmaiou na quinta-feira e foi hospitalizado em seguida.

(Reportagem de Nelson Acosta)

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