morreu após uma greve de fome de 85 dias, será sepultado nesta quinta-feira em Banes, 850 km ao leste de Havana, sob a vigilância de agentes de segurança e em meio a http://ultimosegundo.ig.com.br/bbc/2010/02/25/comissao+denuncia+prisao+de+opositores+antes+de+enterro+de+dissidente+9408560.html target=_topprisões domicilares, denunciam os opositores." / morreu após uma greve de fome de 85 dias, será sepultado nesta quinta-feira em Banes, 850 km ao leste de Havana, sob a vigilância de agentes de segurança e em meio a http://ultimosegundo.ig.com.br/bbc/2010/02/25/comissao+denuncia+prisao+de+opositores+antes+de+enterro+de+dissidente+9408560.html target=_topprisões domicilares, denunciam os opositores." /

Dissidente cubano é sepultado sob forte vigilância e repressão

O preso político Orlando Zapata, que http://ultimosegundo.ig.com.br/bbc/2010/02/24/dissidente+cubano+preso+morre+apos+85+dias+de+greve+de+fome+9407358.html target=_topmorreu após uma greve de fome de 85 dias, será sepultado nesta quinta-feira em Banes, 850 km ao leste de Havana, sob a vigilância de agentes de segurança e em meio a http://ultimosegundo.ig.com.br/bbc/2010/02/25/comissao+denuncia+prisao+de+opositores+antes+de+enterro+de+dissidente+9408560.html target=_topprisões domicilares, denunciam os opositores.

AFP |

Zapata, de 42 anos, detido em 2003 e que cumpria 32 anos de condenações por desacato às autoridades, desordem, entre outras acusações, morreu na terça-feira em um hospital de Havana . O velório ocorreu na quarta-feira e o enterro foi programado pela mãe do dissidente para esta quinta-feira.

AFP
Orlando Zapata, em foto de 2003
Orlando Zapata, em 2003

Depois da morte, 30 dissidentes foram detidos provisoriamente , muitos em suas casas, pelos serviços de segurança cubanos para evitar a presença dos opositores no funeral. No entanto, vários conseguiram viajar a Banes, na Província de Holguín.

A mãe de Zapata, Reina Tamayo, que acusou o governo de deixar o filho morrer e pediu mais pressão internacional pela liberdade dos presos políticos, denunciou que Banes está "sitiada".

"Estão nos impedindo de dar o último abraço na mãe e chorar nosso morto. Por isso fizemos um velório simbólico aqui em minha casa, que está vigiada", disse por telefone a opositora María Antonia Hidalgo, que está em Holguín, capital provincial.

A polícia se posicionou nos arredores da casa de Tamayo, da funerária, do cemitério e da entrada da localidade, segundo Berta Soler, do grupo Damas de Branco - as esposas dos prisioneiros -, que viajou a Banes com outros dirigentes opositores, como Martha Beatriz Roque.

Enquanto Banes aguarda o funeral, em Havana alguns ex-presos políticos e opositores colocaram fitas negras nas portas das casas e velas diante da foto de Zapata.

Raúl Castro lamenta

Em um ato incomum, o presidente cubano Raúl Castro lamentou na quarta-feira a morte de Zapata, mas irritou mais uma vez a comunidade internacional ao negar a prática de torturas em Cuba e responsabilizou o governo dos Estados Unidos , o qual acusou de financiar a oposição com US$ 50 milhões anuais.

Zapata, um pedreiro negro que militava em um pequeno grupo ilegal de oposição, era considerado pela Anistia Internacional um dos 55 "prisioneiros de consciência" dos 200 presos políticos de Cuba.

Apesar dos protestos internacionais, o governo de Cuba alega que não existem presos políticos no país e que os detidos enfrentam acusações por atos contra a segurança de Estado e da população.

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