Dissidência do Sendero Luminoso quer fuzilar fundador do grupo peruano

Lima, 8 mar (EFE).- Os seguidores do grupo armado Sendero Luminoso que se deslocam no vale dos rios Apurímac e Ene, conhecido como VRAE, pediram que o fundador da guerrilha, Abimael Guzmán, seja fuzilado, após o acusarem de ser um traidor, informou hoje a imprensa.

EFE |

O grupo que opera no VRAE é dirigido por Víctor Quispe Palomino, conhecido como José, e foi responsável por cerca de 30 mortes em 2008, principalmente de policiais encarregados de combater o tráfico de drogas nessa região da selva peruana.

O jornal "La República", de Lima, informou que o Comitê Central Regional do Centro do Partido Comunista do Peru, como este grupo se identifica, publicou, no dia 9 de fevereiro, um documento no qual exige que Guzmán seja fuzilado ou "que seja entregue ao grupo para ser submetido a julgamento popular", sob a acusação de traição.

A facção dirigida por José rompeu com o Sendero Luminoso em 1999, após a captura do líder histórico Oscar Ramírez Durand, mas seguiu utilizando o nome do grupo.

Em 2004, veio a público que essa dissidência havia se aliado com máfias ligadas ao tráfico de drogas na região do VRAE.

As colunas lideradas por Quispe Palomino acusam Guzmán de seguir uma linha oportunista de direita que se opõe à revolução popular lançada em 1980.

Guzmán foi capturado pela Polícia peruana em 1992 e, no ano seguinte, já na prisão, assinou um Acordo de Paz com o Governo de Alberto Fujimori.

Ele foi submetido a um julgamento por terrorismo e condenado à prisão perpétua. EFE mmr/db

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