Dissidência do IRA assume autoria de atentado na Irlanda do Norte

O grupo separatista IRA - Continuidade, uma dissidência do Exército Republicano Irlandês (IRA), assumiu nesta terça-feira a responsabilidade pelo assassinato de um policial na Irlanda do Norte. Stephen Paul Carroll morreu na noite de segunda-feira quando atendia a um chamado por ajuda em Craigavon, a sul de Belfast - apenas 48 horas depois que dois soldados britânicos foram mortos a tiros pelo grupo IRA Autêntico, em um quartel do Exército em Antrim.

BBC Brasil |

AP
Muro próximo ao local do assassinato mostra grafite do IRA - Continuidade

Grafite em muro próximo ao local do crime diz que o
IRA - Continuidade "ainda está em guerra"

Carroll foi alvejado quando saiu da viatura da polícia. No domingo, os soldados foram mortos quando recebiam pizzas que haviam encomendado. Ambos deveriam partir em breve para servir no Afeganistão.

O IRA - Continuidade é um dos muitos grupos paramilitares republicanos dissidentes do IRA, ligados à maioria católica da província britânica, que se opõem ao processo de paz que culminou com a assinatura do Acordo da Sexta-Feira Santa, em 1998.

Acredita-se que o IRA - Continuidade e o grupo maior, IRA Autêntico, estejam realizando ações conjuntas. O IRA Autêntico foi responsável por um ataque a bomba em Omagh em 1998, que matou 29 pessoas e feriu centenas de outras.

O primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, condenou os assassinatos e insistiu que não haverá "volta aos velhos tempos" na Irlanda do Norte.

"Estes são assassinos que estão tentando distorcer, interromper e destruir o processo político que está funcionando para o povo da Irlanda do Norte."

Brown, que viajou para a Irlanda do Norte na segunda-feira para visitar o local onde os dois soldados foram assassinados, disse que "nunca será permitido (que os homens que os mataram) minem o processo político".

O IRA combateu durante décadas o domínio britânico da região, num conflito que matou mais de 3,6 mil pessoas desde a década de 60. Em 1998, o IRA e os grupos protestantes unionistas (que desejam manter a província atrelada ao governo britânico) realizaram um cessar-fogo virtualmente pondo fim ao conflito armado.

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