Dissidência diz que Suu Kyi voltará a prisão domiciliar

Bangcoc, 9 jun (EFE).- A opositora birmanesa e Nobel da Paz Aung San Suu Kyi voltará a ficar sob prisão domiciliar, uma pena que cumpriu 13 dos últimos 19 anos por pedir reformas democráticas à Junta Militar de Mianmar (antiga Birmânia), denunciou hoje um meio da dissidência.

EFE |

O regime escolheu para confinar de novo Suu Kyi, de 63 anos, uma casa em uma localidade nos arredores de Yangun onde está a 11ª Divisão de Infantaria Ligeira, segundo fontes militares citadas pelo "Mizzima".

Até agora, a dirigente birmanesa tinha permanecido fechada sem liberdade de movimentos em sua casa da avenida da Universidade de Yangun.

Suu Kyi é julgada desde o mês passado por supostamente ter violado os termos da prisão domiciliar que cumpria desde 2003, um crime punido com até cinco anos de prisão.

Ela foi acusada de descumprir os termos de sua detenção quando permitiu que o americano John William Yettaw dormisse em sua casa.

Yettaw, de 53 anos, foi detido em 6 de maio após abandonar a casa da líder opositora quando retornava nadando pelo lago Inya.

O julgamento da Nobel da Paz de 1991 começou poucos dias antes do fim de sua mais recente prisão domiciliar, punição que cumpriu durante mais de 13 dos últimos 19 anos.

Governos de todo o mundo e organizações internacionais, com as Nações Unidas à frente, condenaram o processo e pediram a libertação imediata da líder opositora.

A defesa de Suu Kyi alega que sua cliente permitiu que Yettaw passasse a noite em sua casa por compaixão, porque percebeu que ele estava muito cansado após atravessar a nado o lago Inya, e por isso não conseguiria retornar.

Além disso, os defensores dizem que a culpa pela invasão é das autoridades, que são responsáveis pela segurança da casa. EFE grc/mh

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