Disputa pela liderança do principal partido japonês se acirra

Tóquio, 8 set (EFE).- O ministro da Economia Kaoru Yosano e a ex-ministra da Defesa Yuriko Koike anunciaram hoje oficialmente que se candidatarão à Presidência do Partido Liberal-Democrata (PLD), cujo próximo líder se tornará, muito provavelmente, o novo premier do Japão.

EFE |

Segundo a agência japonesa "Kyodo", Yosano e Koike se unem assim na disputa ao secretário-geral do partido, Taro Aso, que já havia anunciado sua candidatura na semana passada, e ao ex-ministro da Defesa Shigeru Ishiba.

O partido elegerá um novo presidente no dia 22, depois de o primeiro-ministro japonês, Yasuo Fukuda, ter anunciado sua renúncia na semana passada.

Fukuda será substituído primeiro na Presidência do PLD, em uma votação interna no dia 22, e dois dias depois a Câmara Baixa elegerá o primeiro-ministro do Japão.

Koike, a primeira mulher a concorrer à liderança da segunda maior economia do mundo, afirmou que seu objetivo não é mudar "o sistema da sociedade japonesa, mas também preservar a tradição, os laços familiares e a solidariedade da comunidade".

Já Yosano ressaltou que o PLD não deveria ser um partido que não sente "a dor do povo", por isso anunciou uma reforma compassiva.

O sucessor de Fukuda como presidente do PLD se tornará com quase toda segurança o primeiro-ministro japonês, porque o partido ostenta uma maioria arrasadora na Câmara Baixa, apesar de o Senado ser controlado pela oposição.

Fontes do PLD afirmaram que o novo primeiro-ministro poderá antecipar as eleições gerais para 9 ou 16 de novembro, conforme publica hoje o jornal econômico "Nikkei".

A princípio, as eleições gerais no Japão deveriam acontecer em setembro de 2009, mas desde o anúncio da renúncia de Fukuda crescem as especulações de que a Câmara de Representantes será dissolvida e o pleito será antecipado.

O líder do PLD eleito no dia 22 se tornará o sucessor de Fukuda, e o próximo primeiro-ministro do Japão será o terceiro consecutivo a não sair das urnas, em apenas dois anos.

O antecessor de Fukuda foi Shinzo Abe, que renunciou de maneira surpreendente após apenas um ano de mandato, depois de ter substituído em setembro de 2005 Junichiro Koizumi, o último chefe de Governo designado por voto direto no Japão. EFE fab/ev/rr

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