Dispositivo contra a crise é posto em prática, os desafios permanecem para Obama

Em cem dias, o governo de Barack Obama tomou medidas consideráveis para tirar a economia americana de uma crise de amplitude inédita nos últimos 60 anos.

AFP |

Ao chegar ao poder, no dia 20 de janeiro, o presidente americano havia herdado uma situação catastrófica: o país estava em recessão, seu Produto Interno Bruto caía num ritmo frenético, as demissões se acumulavam e o desemprego chegava ao mais alto nível desde 1992.

Para complicar as coisas, as finanças públicas americanas estavam em estado execrável, com um déficit orçamentário recorde.

A situação não melhorou, mas os americanos consideram que as orientações seguidas são boas. Segundo pesquisa recente, 58% deles acham que o presidente segue um "plano claro para resolver os problemas econômicos do país".

A medida mais importante dos 100 dias é, sem dúvida o plano de retomada orçamentária de 787 bilhões de dólares em três anos que Obama promulgou em meados de fevereiro.

Este plano começa a fazer sentir seus efeitos, no entender de vários analistas, graças aos 286 bilhões de dollars de alívios fiscais, voltados para a retomada do consumo. O restante do plano é consagrado a despesas de investimento, com efeito a ser sentido mais tardiamente.

Para estabilizar o sistema financeiro, dos 700 bilhões de dólares aprovados pelo Congresso, o governo George W. Bush gastou 355,4 bilhões de dólares. No governo Obama, o Tesouro desbloqueou 235 bilhões de dólares suplementares, dos quais 50 bilhões devem permitir aos proprietários de imóveis em dificuldade renegociar seus empréstimos.

O secretário Timothy Geithner lançou um plano de compra de ativos tóxicos acumulados pelos bancos ao qual seu predecessor havia renunciado.

As diferentes peças do puzzle são colocadas no lugar progressivamente, mas ainda há muito a fazer.

Na quarta-feira, o FMI jogou um balde de água fria nas esperanças de um levantamento rápido da economia, prevendo que a recuperação não chegaria antes de 2010 nos Estados Unidos e que o crescimento no país seria nulo durante este ano.

Em longo prazo, quando o crescimento retornar, o governo deverá trabalhar por uma redução do déficit orçamentário, que deverá atingir a cifra espetacular de 1,7 trilhão a 1,8 trilhão de dólares.

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