A Coreia do Norte já completou os preparativos para o lançamento de um satélite de comunicações, revela neste sábado a agência oficial norte-coreana KCNA, enquanto a agência sul-coreana Yonhap informa o disparo iminente de um míssil de longo alcance de Pyongyang.

"Os preparativos para o lançamento do Kwangmyongsong-2, um satélite de comunicações experimental, transportado por um foguete Unha-2, foram concluídos na plataforma de lançamento da costa leste da Coreia do Norte", comunicou a KCNA.

"O satélite será lançado em breve", informou a agência, que cita o Comitê de Tecnologia Espacial norte-coreano.

A agência sul-coreana Yonhap já havia informado o disparo "iminente" de um míssil norte-coreano, após a instalação de câmeras em três locais diferentes em torno da plataforma de lançamento de Musudan-ri, no nordeste do país, como sempre ocorre antes dos testes.

A Coreia do Norte garante que lançará um satélite, mas Estados Unidos e seus aliados asiáticos afirmam que Pyongyang testará, na verdade, um míssil balístico de longo alcance Taepodong-2, teoricamente capaz de atingir o Alasca.

Segundo a imprensa japonesa, Pyongyang já enviou navios de guerra ao Mar do Japão para recolher informações sobre o teste e resgatar partes do míssil.

A flotilha passou ao largo da região de Akita, no norte do Japão, revelam os jornais Yomiuri Shimbun e Sankei Shimbun, que citam fontes da defesa japonesa.

Os dois jornais afirmam que os navios de guerra terão a missão de resgatar partes do míssil que caírem no Mar do Japão, e o Yomiuri revela que caças norte-coreanos Mig 23 patrulham a zona de Musudan-ri, onde está a plataforma de lançamento.

O presidente sul-coreano, Lee Myung-Bak, previu o lançamento para este sábado, exceto se as condições meteorológicas forem negativas.

Estados Unidos e seus aliados na região têm condenado os planos de Pyongyang de lançar este míssil, e qualificam o teste de provocação e ameaça à segurança regional.

Para o primeiro-ministro japonês, Taro Aso, "um teste de míssil comprometeria a paz e a estabilidade na região (...) e representaria uma violação das resoluções do Conselho de Segurança da ONU".

O governo japonês, que deslocou baterias de mísseis antimísseis para Tóquio e imediações, prometeu abater qualquer artefato que ameace seu território.

Pyongyang respondeu que considerará qualquer interceptação um "ato de guerra" e que novas sanções da ONU seriam entendidas como "um ato hostil", levando ao fim das negociações para sua desnuclearização.

O presidente americano, Barack Obama, disse nesta sexta-feira que o lançamento de um míssil será "uma provocação" e estimou que o "projeto dos norte-coranos exerce uma enorme pressão sobre as conversações a seis", referindo-se às negociações sobre o desarmamento nuclear de Pyongyang conduzidas por Estados Unidos, Japão, China, Rússia e as duas Coreias.

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