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Discutir reeleição é falta de assunto e bobagem , diz Lula

O presidente Luiz Inácio qualificou nesta sexta-feira de bobagem e falta de assunto da oposição a discussão sobre um eventual terceiro mandato. Em uma longa entrevista a jornalistas brasileiros na cidade de Haia, sede do governo holandês, onde está em visita oficial, Lula disse que oito anos são suficientes para executar qualquer programa de governo, em uma série de declarações sobre temas domésticos, que incluíram de cortes no orçamento ao aumento da inflação.

BBC Brasil |

"Posso dizer a vocês uma coisa de coração: eu acho uma bobagem e uma falta de assunto da oposição ficar discutindo o terceiro mandato", disse Lula, respondendo a uma pergunta sobre o que ele acha de se candidatar para um novo mandato em 2010.

"Não me interessa, não é prudente, a legislação brasileira já prevê apenas uma reeleição", ele explicou nesta sexta-feira.

"Obviamente, para quem é político, é muito melhor você sair pra rua com as pessoas gritando 'Fica Lula' que com algumas dizendo 'Fora o candidato'. Agora, oito anos de governo é tempo suficiente para a gente executar um programa de governo."
Ataque
Em um dos ataques à oposição, Lula disse que "os que estão agora preocupados com o terceiro mandato são os mesmos que aprovaram a reeleição em 1994. São os mesmos que no ano passado achavam que eu não ia conseguir terminar o meu mandato".

Mais adiante, Lula acrescentou: "São as pessoas que não achavam ruim quando os militares ficaram 23 anos de poder. Aliás, usufruíram muito desses 23 anos".

O presidente brasileiro disse que a democracia é um valor "incomensurável", e que a alternância de poder é "extremamente saudável". "Os países vão experimentando, experimentando e experimentando, e aí um dia conseguem eleger uma pessoa cada vez melhor que a outra, e o país vai progredindo com isso."
Ele descartou que o assunto possa ser decidido por um plebiscito. "Eu acho que o plebiscito pode servir para muitas coisas, para discutir células-tronco, aborto, pena de morte... Agora, eu acho que qualquer pessoa que se acha imprescindível, ele começa a colocar risco à democracia."
"Pobre do governante que começa a achar que é imprescindível ou insubstituível. Está nascendo dentro dele uma pequena porção de autoritarismo ou de prepotência. E isso eu não carrego na minha bagagem política."
Lula está na Holanda para o segundo e último dia de uma visita oficial a convite da rainha Beatrix. Nesta sexta-feira, ele participa de um almoço oferecido pelo primeiro-ministro, Jan Peter Balkenende, e encerra um seminário de oportunidades para investimentos no Brasil.

À noite, Lula embarca para a República Checa, que visita em caráter oficial no sábado, antes de retornar a Brasília.

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