Discurso de Obama no Cairo será dirigido a árabes e israelenses

WASHINGTON (Reuters) - O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, planeja dizer a árabes e israelenses para que parem de afirmar uma coisa em público e outra em conversas reservadas, quando ele discursar ao mundo muçulmano no Cairo na quinta-feira. Numa entrevista concedida ao jornal The New York Times publicada na quarta-feira, Obama sugeriu que as partes do conflito permanecem numa constante dança do Kabuki, a qual ele espera romper ao lhes conceder um espelho e oferecer ajuda norte-americana enquanto os dois lados negociam a paz.

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Um trecho essencial de sua mensagem, afirmou Obama, será: "Parem de afirmar uma coisa a portas fechadas e outra coisa publicamente".

Muitos israelenses reconhecem a necessidade de fazer escolhas difíceis sobre os assentamentos judaicos, muitos palestinos reconhecem a necessidade de frear o incitamento contra Israel e de serem mais construtivos, e muitos Estados árabes consideram a ameaça do Irã (caso o país se transforme em potência nuclear) maior do que qualquer ameaça vinda de Israel - mas ninguém diz isso publicamente, afirmou ele.

No poder há quatro meses, Obama embarcou para o Oriente Médio na terça-feira com a esperança de retomar os laços com o mundo islâmico em um discurso que, segundo assessores, abordará questões difíceis, como o impasse no processo de paz entre árabes e israelenses promovido pelos EUA.

Obama apresentou seus planos numa entrevista de 20 minutos por telefone com o colunista do Times Thomas Friedman na terça-feira.

"Temos uma piada na Casa Branca", disse o presidente. "Vamos continuar falando a verdade até que isso pare de funcionar - e em nenhum lugar falar a verdade é mais importante do que no Oriente Médio".

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