Discurso de Obama no Cairo deve destacar conflito palestino

Riad, 3 jun (EFE).- O discurso ao mundo islâmico que o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, fará amanhã no Cairo deve fazer um repasse pelas áreas onde houve uma ruptura entre muçulmanos e Washington, e dedicará atenção especial ao conflito israelense-palestino, segundo a Casa Branca.

EFE |

O discurso, de 45 minutos e cujo texto definitivo ainda está sendo retocado, será feito por Obama na Universidade do Cairo, em colaboração com a Universidade islâmica de Al-Azhar, e a Casa Branca deve divulgá-lo em 14 idiomas.

Em Riad, onde acompanha Obama na viagem presidencial por Oriente Médio e Europa, o assessor político do presidente americano, David Axelrod, admitiu que é "inegável" que houve uma "ruptura entre EUA e o mundo muçulmano".

Essa ruptura, segundo Axelrod, não vai ser resolvida imediatamente e "talvez nem sequer em um mandato", mas "é importante para os EUA e para o mundo tentar abrir um diálogo".

O conceito de diálogo deve ser o centro do discurso, segundo antecipou o redator de política internacional de Obama, Ben Rhodes, que precisou que o texto procura "abrir um novo capítulo de aproximação baseado no respeito mútuo e nos interesses comuns".

Segundo ele, o texto será "aberto e honesto" e nele Obama abordará toda a gama de assuntos que causaram atritos, desde o extremismo violento e o que os EUA fizeram para combatê-lo até a situação em Iraque, Afeganistão e Paquistão.

Deve ser dedicado também um amplo espaço ao conflito israelense-palestino, que o presidente americano reconhecerá que constitui uma "grande fonte de tensão".

Embora a Casa Branca insista que o discurso não dará frutos imediatamente e que faz parte de uma série de tentativas de aproximação, teve cuidado para fazer todo o possível para que o ato tenha a máxima difusão dentro do mundo muçulmano. EFE mv/rr

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