Jerusalém, 4 jun (EFE).- Israel recebeu com frieza e os palestinos, com otimismo, o discurso do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, no Cairo, onde afirmou que a solução dos dois Estados é a única possível ao conflito do Oriente Médio.

O escritório do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, divulgou um breve comunicado que expressava a esperança em que o "importante" discurso "leve a uma nova era de reconciliação" entre o país e o mundo árabe-muçulmano.

O comunicado não mencionou a declaração de Obama de que os EUA não aceitam a "legitimidade" das colônias judaicas na Cisjordânia e de que "é hora de estes assentamentos se deterem".

Entre os mais entusiasmados em Israel estava o presidente Shimon Peres, que destacou a "sabedoria e coragem" das palavras de Obama, que "convidam todas as partes envolvidas no avanço do processo de paz no Oriente Médio a trabalhar duro".

As vozes mais críticas chegaram da liderança dos colonos judeus em território palestino e sua direita aliada.

"Hussein Obama deu prioridade às mentiras árabes, que sempre foram contadas com determinação e ousadia, a custo da verdade judaica, que se disse com voz fraca e sem confiança", afirmou em comunicado o conselho de assentamentos judaicos, Yesha.

Entre os palestinos houve poucas reações negativas ao discurso, no qual a Autoridade Nacional Palestina (ANP) viu um "apoio" à causa da entidade e uma "séria tentativa" de "definir as relações entre Ocidente e o mundo árabe", afirmou à Agência Efe Saeb Erekat, chefe negociador palestino e assessor do presidente, Mahmoud Abbas.

O movimento islâmico Hamas, considerado terrorista pelos EUA, reconheceu que o discurso "é diferente" do de antecessores de Obama na Casa Branca por estar "cheio de cortesia e de diplomacia suave".

Já a minoritária Jihad Islâmica foi bem mais dura e disse não ver "mudança alguma na política dos EUA em direção aos palestinos". EFE ap/db

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