Discovery parte para missão na Estação Espacial Internacional

WASHINGTON - A nave espacial Discovery decolou neste domingo após um atraso de mais de um mês por problemas nos dutos de combustível com destino à Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês), onde completará o desdobramento de seus painéis solares.

Redação com EFE |

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Discovery é lançado no Centro Espacial Kennedy, em Cabo Canaveral

A nave ficará no espaço 13 dias, um menos que o previsto inicialmente, e seus tripulantes realizarão três caminhadas, em vez de quatro.

A nave cortou a escuridão do céu de Cabo Canaveral, no Estado da Flórida (EUA), de onde decolou para sua missão.

"Todos os sistemas funcionam perfeitamente", disse o controle da Missão no Centro Espacial Johnson em Houston (Texas, EUA) pouco antes de a nave entrar em órbita terrestre.

Dois minutos e cinco segundos após sua partida, os foguetes re-utilizáveis que deram o empuxo para a nave se separaram e caíram no Oceano Atlântico, onde serão recuperados.

O lançamento foi um alívio para a Agência Espacial Americana (Nasa), que o tinha previsto inicialmente para o dia 12 de fevereiro. Problemas nas válvulas de combustível atrasaram quatro vezes a decolagem.

No mesmo dia da quinta tentativa, na quarta-feira passada, os engenheiros detectaram uma fuga de combustível no tanque externo quando começaram a enchê-lo com o 1,8 milhão de litros de hidrogênio e oxigênio necessários para resistir a força da gravidade da Terra.

Após consertos exaustivos, a Nasa deu no sábado o sinal verde para o lançamento e a "Discovery" partiu de Cabo Canaveral no meio de boas condições meteorológicas.

A única incidência foi a presença de manhã de um morcego no tanque de combustível externo, enquanto começava a transposição do líquido congelado que impulsiona a nave.

"Não se prevê que seja um problema", disse Mike Curie, um porta-voz da Nasa.

A Agência estava sob pressão para lançar a nave porque se chegasse terça-feira teria que cancelar a missão, pois um foguete russo Soyuz está preparado para voar em 26 de março com uma nova tripulação para a ISS.

AP

Tripulação do ônibus espacial Discovery: Koichi Wakata, astronauta da agência espacial japonesa; os especialistas John Phillips, Richard Arnold, Steve Swanson
e John Acaba; piloto Tony Antonelli e o comandante Lee Archambault

Atualmente, três astronautas estão em órbita, a quase 400 quilômetros da superfície terrestre, mas o objetivo é dobrar esse número a partir de maio.

A "Discovery" vai tornar isso possível, já que leva em sua adega de carga o quarto e último conjunto de painéis solares que aumentarão a provisão de energia do complexo.

Com sua instalação durante a primeira caminhada espacial, a nave desfrutará de uma provisão de entre 84 e 120 quilowatts de eletricidade, suficientes para 40 casas na Terra.

A energia adicional permitirá tirar o maior proveito dos dois novos laboratórios instalados na Estação, o Columbus europeu e o Kibo japonês, segundo a Nasa.

A colocação dos painéis, no entanto, se prevê complicada, pois estarão em um lugar afastado do centro da Estação, nos limites de alcance do braço robótico que ajuda os astronautas, por isso que sua margem de movimento será "muito limitada", de acordo com a agência espacial.

A nave também leva uma unidade do sistema de conversão de urina em água potável que substituirá a outra que apresentou uma falha quando foi ativada pela primeira vez no ano passado.

Além disso, os especialistas da "Discovery" instalarão um novo segmento da viga central da estação.

A tripulação, liderada pelo coronel da Força Aérea Lee Archambault, é integrada pelo especialista de origem porto-riquenho, o piloto Tony Antonelli, e os astronautas Steve Swanson, John Phillips, Joseph Acaba e Richard Arnold.

Também viaja com eles o japonês Koichi Wakata, que permanecerá na ISS até maio, quando voltará a Terra na nave Endeavour.

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