Discovery completa missão que instalou laboratório japonês na ISS

Jorge A. Bañales Washington, 14 jun (EFE).

EFE |

- O ônibus espacial Discovery e seus sete astronautas aterrissaram hoje na Flórida após uma missão de duas semanas na Estação Espacial Internacional (ISS) e a instalação bem-sucedida do laboratório japonês Kibo.

Após uma viagem de mais de nove milhões de quilômetros e 218 órbitas na Terra, o veterano comandante Mark Kelly e o piloto Ken Ham guiaram à nave em sua entrada na atmosfera, durante a qual o atrito deixa a nave em temperaturas de mais de 2.000 graus Celsius.

A descida começou quando a nave orbitava a cerca de 27.000 km/h, e foram ligados por dois minutos e 35 segundos os foguetes que diminuíram sua velocidade.

A nave e seus tripulantes entraram nas camadas superiores da atmosfera a cerca de 120 quilômetros sobre o sul do Oceano Pacífico.

O ônibus espacial seguiu para o norte através do México, América Central, Península de Iucatã e o oeste de Cuba, até descer em direção à Flórida.

O céu estava parcialmente nublado sobre a zona de aterrissagem quando o Discovery, de 92 toneladas, tocou a pista às 8h15 de Brasília no Centro Espacial Kennedy, no 15º dia da missão da nave.

A tripulação do Discovery incluiu o engenheiro de vôo Ronald Garan, que realizou as primeiras caminhadas espaciais, e os especialistas de missão Karen Nyberg e Michael Fossum.

Além disso, participaram o astronauta Akihiko Hoshide, da agência espacial japonesa, a Jaxa, e o engenheiro de vôo Garrett Reisman, que retornou à Terra após 95 dias de estadia na ISS.

Durante a aterrissagem, Reisman permaneceu em um assento especial, que o manteve em posição reclinada para aliviar os efeitos no corpo do retorno à gravidade terrestre.

A volta do Discovery marcou a 69ª aterrissagem de uma nave no Centro Espacial Kennedy e a quinta missão consecutiva que termina no sul da Flórida.

Os sete membros da tripulação da nave e os três astronautas que permaneceram na ISS se despediram na terça-feira, depois de as duas naves terem orbitado juntas, a cerca de 385 quilômetros da Terra, durante oito dias, 17 horas e 39 minutos.

Durante a missão, que incluiu três caminhadas espaciais, os astronautas Fossum e Garan instalaram a segunda parte do laboratório científico japonês Kibo, que se uniu ao laboratório Columbus, da Agência Espacial Européia (ESA), e ao Destiny, dos Estados Unidos.

No sábado passado, os astronautas Hoshide e Nyberg testaram e movimentaram pela primeira vez o braço robótico do Kibo, de dez metros de comprimento.

Essa primeira manobra do braço, que consistiu em movimentar ligeiramente duas de suas seis peças rotatórias, foi realizada com sucesso, segundo a Nasa.

A utilização plena do braço só deve acontecer após instalada a terceira e última parte do laboratório japonês, uma espécie de "alpendre" para experimentos fora da ISS e outro braço robótico menor, que serão colocados no próximo ano.

Quando o Kibo estiver totalmente montado, estarão completos 71% dos trabalhos da ISS, um projeto com a participação de 16 nações, e ficarão sete missões de construção pendentes.

A Nasa quer que a ISS esteja totalmente construída até o final de setembro de 2010, quando tem previsão de retirar sua frota de naves.

EFE jab/an

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