Quase 500 dirigentes tibetanos exilados iniciaram neste domingo em Dharamsala, Índia, uma reunião de uma semana que debaterá uma eventual radicalização da luta por autonomia do Tibete, após o fracasso das negociações com a China.

A radicalização - exigir a independência do Tibete ao invés de uma simples autonomia - será debatida a partir de segunda-feira e até 22 de novembro no maior encontro em 60 anos da comunidade tibetana em Dharamsala, no Himalaia, norte da Índia, onde o Dalai Lama se refugiou em 1959.

O Dalai Lama, célebre figura da causa tibetana, de 73 anos e com a saúde frágil, afirmou neste domingo que a reunião pretende obter "a verdadeira opinião e pontos de vista do povo tibetano com discussões livres e francas".

No início do mês, o Dalai Lama admitiu o fracasso da reivindicação de autonomia para seu país natal e pediu aos tibetanos que se abrissem a todas as opiniões.

Na semana passada, a China afirmou que nunca fará concessões para o Tibete, sem cogitar sequer uma "semi-independência" para a região.

bgs/fp

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