Proposta de premiê israelense, Benjamin Netanyahu, fala em fronteiras provisórias e Estado desmilitarizado

Dirigentes palestinos excluíram nesta segunda-feira "qualquer solução provisória" para o conflito com Israel, reagindo à uma proposta do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, diante da falta de um acordo global.

"Qualquer proposta para uma solução provisória é inaceitável para os palestinos, porque omite as questões de Jerusalém e dos refugiados", declarou à AFP Nabil Abu Rudeina, porta-voz do presidente palestino, Mahmoud Abbas.

"Voltar a falar de um Estado palestino com fronteiras provisórias é absolutamente inaceitável e não conduzirá a uma paz verdadeira", ressaltou. "É tempo de tratar das questões do estatuto final e de estabelecer um Estado palestino sobre as fronteiras de 4 de junho de 1967", discutir a integridade de Jerusalém Oriental, Cisjordânia e Gaza.

Segundo Netanyahu, poderia haver um "acordo provisório" diante da falta de um tratado de paz global, "quando as negociações se chocam contra um muro nas questões de Jerusalém e do direito de regresso (dos refugiados palestinos)".

"Se os palestinos aceitarem um Estado desmilitarizado e renunciarem ao direito ao regresso, eu irei até o fim e acredito que a maioria do país me seguirá", disse Netanyahu.

O principal negociador palestino, Saeb Erakat, reafirmou que "é um momento para soluções definitivas que englobem Jerusalém, os refugiados, as fronteiras, a segurança, a colonização, a água e a libertação de todos os palestinos das prisões israelenses".

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