Dirigentes libaneses tentam definir relação entre Exército e Hisbolá

Beirute, 5 nov (EFE).- Os principais dirigentes libaneses começaram hoje em Beirute a segunda rodada do diálogo nacional inaugurado em 16 de setembro pelo presidente do país, Michel Suleiman, em uma nova tentativa de tirar ao país da crise política na qual está imerso.

EFE |

Quatorze lideres libaneses representantes dos principais grupos do país participam destas negociações de reconciliação nas quais está previsto que elaborem uma estratégia para a defesa nacional a fim de definir as relações entre a milícia do grupo xiita Hisbolá e o Exército libanês.

O Hisbolá, principal grupo da oposição libanesa, se nega a renunciar às armas, alegando que com elas protegem o Líbano de uma eventual agressão israelense, enquanto a maioria considera que a defesa do país é monopólio do Exército.

Essa maioria acusa o Hisbolá de ter formado um Estado dentro do Estado e de utilizar suas armas contra os libaneses em maio, quando tomou por horas com o controle de Beirute e de outras regiões libanesas.

A reunião de hoje foi precedida por uma polêmica sobre a necessidade de ampliar o diálogo à participação de mais personalidades libanesas.

A oposição deseja incluir mais integrantes, entre eles os ex-ministros Omar Karami e Suleiman Franjieh, proposta rejeitada pela maioria.

O deputado da maioria, Butros Harb, afirmou que o importante é que "o Estado e suas instituições oficiais sejam as únicas responsáveis pelos libaneses e suas decisões políticas, assim como seus serviços de segurança".

"Nossa ambição é conseguir um entendimento através do qual o Líbano e seu Exército se beneficiassem das capacidades militares do Hisbolá", disse. EFE ks/jp

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