Dirigentes europeus priorizam solução política para conflito na RDC

Marselha (França), 3 nov (EFE).- Diferentes dirigentes europeus presentes à reunião ministerial da União Européia (UE) hoje, em Marselha, defenderam dar prioridade à busca de uma solução política, em vez de militar, para o conflito entre os rebeldes tutsis e o Governo no leste da República Democrática do Congo (RDC).

EFE |

Depois que a ONG Oxfam Internacional pediu à UE o envio de tropas para ajudar a missão de paz das Nações Unidas nesse país (Monuc), a comissária de Relações Exteriores européia, Benita Ferrero-Waldner, disse que "primeiro tem que haver só uma solução política".

Antes de assistir a uma reunião em Marselha com os ministros de Assuntos Exteriores da União Européia, prévia à conferência ministerial da União pelo Mediterrâneo, que acontecerá no mesmo local, Ferrero-Waldner se mostrou aberta a discutir de que maneira é possível "reforçar" as tropas das Nações Unidas na RDC.

O alto representante para Política Externa e Segurança Comum da UE, Javier Solana, afirmou que, no bloco europeu, estão se "concentrando todos os esforços" para tentar impulsionar o "processo político".

Além disso, os ministros de Exteriores da França, Bernard Kouchner, e do Reino Unido, David Miliband, que visitaram nos últimos dias a região congolesa atingida por uma crise humanitária, após o conflito provocado por um levante rebelde, se mostraram igualmente cautelosos com a possibilidade de enviar tropas européias.

Kouchner ressaltou que é "um problema político, impossível de resolver militarmente".

Segundo Kouchner, "não se deve privilegiar a solução militar", mas é preciso colocar os meios necessários para "proteger os refugiados" e facilitar o acesso da ajuda humanitária.

A ofensiva iniciada pelos guerrilheiros tutsis na semana passada no leste da RDC fez com que mais de 200 mil pessoas fugissem de suas casas em Kivu norte e se unissem ao 1 milhão de deslocados que já estavam na província. EFE rm/an

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