Dirigentes de todo o mundo pedem mudanças a Obama

Redação Central, 5 nov (EFE).- Dirigentes de todo o mundo parabenizaram hoje Barack Obama por sua vitória nas eleições presidenciais dos Estados Unidos, e a maioria deles expressou a esperança de que a mudança prometida se torne realidade.

EFE |

Em Moscou, o presidente da Rússia, Dmitri Medvedev, lembrou Obama que as relações entre as duas potências "não vivem seu melhor momento" e que "o progresso na cooperação russo-americana tem uma importância-chave".

"Não é segredo que muitos Estados se orientam de acordo com o vento nas relações entre Rússia e EUA", disse Medvedev, que anunciou que Moscou desdobrará foguetes táticos em resposta ao escudo antimísseis que Washington planeja instalar no Leste Europeu.

No Oriente Médio e na Ásia Central, duas das regiões mais conflituosas para os EUA, a eleição de Obama foi recebida com uma mistura de esperança e ceticismo.

O ministro de Relações Exteriores iraquiano, Hoshyar Zebari, elogiou a vitória, mas disse que seu país não espera "grandes mudanças" em relação à política americana no Iraque.

O presidente do Afeganistão, Hamid Karzai, pediu a Obama mudanças na "guerra contra o terror" que o Exército americano faz no país.

No Irã, o regime dos aiatolás entendeu a vitória do candidato democrata como uma prova do fracasso das políticas do atual presidente americano, George W. Bush, e reiterou que o que os EUA precisam é de uma mudança de atitude.

Tanto a ministra de Assuntos Exteriores israelense, Tzipi Livni, quanto o presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, elogiaram a vitória de Obama.

Livni destacou o compromisso de Obama com a segurança do Estado judeu e frisou que "Israel (principal aliado dos EUA no Oriente Médio) deseja continuar a cooperação estratégica com a nova Administração".

Abbas expressou em Bucareste que espera que continue o apoio americano ao processo de paz entre israelenses e palestinos.

Junto às felicitações, alguns dos principais dirigentes da América Latina pediram que Obama acabe com o embargo a Cuba.

"Espero também que acabe o bloqueio a Cuba, que não tem nenhuma explicação humana", disse o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, após pedir que Obama tenha uma "relação mais forte com a América Latina, com o Brasil e com a África" para que os países mais pobres possam se desenvolver.

O presidente da Bolívia, Evo Morales, exigiu o fim do embargo a Cuba e expressou seu desejo de os EUA "retirarem suas tropas de alguns países".

O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, parabenizou Obama e disse que "chegou a hora de estabelecer novas relações entre nossos países e com nossa região, com base nos princípios do respeito à soberania, à igualdade e à cooperação verdadeira", segundo uma nota divulgada pelo Ministério das Relações Exteriores venezuelano.

O presidente do México, Felipe Calderón, convidou Obama a visitar o país, após reiterar o "compromisso do Governo mexicano em fortalecer e aprofundar as relações bilaterais".

Com a necessidade de "um novo pacto para um novo mundo", o presidente da Comissão Européia (CE, órgão executivo da União Européia), José Manuel Durão Barroso, cumprimentou a eleição de Obama.

"Necessitamos de um novo pacto para um novo mundo. Espero sinceramente que com a liderança do presidente Obama, os EUA unam forças com a Europa para conduzir esse novo pacto. Pelo bem de nossas sociedades, pelo bem do mundo", destacou Durão Barroso.

Na mesma linha se expressaram o presidente da França, Nicolas Sarkozy; a chanceler da Alemanha, Angela Merkel; e o presidente do Governo da Espanha, José Luis Rodríguez Zapatero.

"Estou convencida que, graças à estreita e confiante colaboração entre EUA e Europa, enfrentaremos de forma decidida os novos perigos e riscos, e saberemos aproveitar as múltiplas oportunidades", disse Merkel.

Sarkozy afirmou que a eleição de Obama cria uma "imensa esperança" de que os EUA "abertos, solidários e fortes, mostrem de novo com seus parceiros o caminho por meio da força do exemplo e da adesão a seus princípios" e preservem, assim, a paz e a prosperidade do mundo.

Zapatero disse que a chegada de Obama à Casa Branca abre uma "nova era" para o diálogo nas relações internacionais e ressaltou que a vitória do democrata dará "um novo impulso" ao multilateralismo em matéria econômica e em política externa.

Em consonância com os fusos horários, a onda de reações e felicitações a Obama começou no Extremo Oriente.

O primeiro-ministro do Japão, Taro Aso, foi um dos primeiros a expressar seu desejo de "trabalhar juntos" para o bem da aliança entre os dois países.

O presidente da China, Hu Jintao, e o primeiro-ministro chinês, Wen Jiabao, ressaltaram a importância de manter o progresso nas relações bilaterais. EFE jm/wr/jp

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