Dirigente do Hamas ameaça cometer atentados suicidas se não houver acordo

Damasco, 16 jan (EFE).- O representante do movimento islâmico Hamas na Síria, Ali Barakeh, reivindicou hoje, após uma manifestação em Damasco contra a invasão à Faixa de Gaza, o direito dos palestinos de cometer atentados suicidas contra a população civil israelense, se não houver em breve um acordo com o Estado judeu.

EFE |

Barakeh, que disse falar a título pessoal, defendeu os atentados contra a população israelense como forma de pressão para colocar fim às hostilidades em Gaza.

Segundo o representante do Hamas, "não existe diferença entre a morte de civis que se encontram em um café e as operações armadas que Israel está realizando contra a população civil de Gaza".

O dirigente islâmico disse que a saída de Israel de Gaza, em agosto de 2005, não foi resultado da negociação, e sim da pressão palestina com atentados suicidas.

O acordo, segundo ele, estaria baseado nos pontos que o Hamas enviou aos negociadores egípcios e turcos, e que incluem o fim das hostilidades, a retirada das tropas israelenses, a abertura das passagens fronteiriças e o fim do bloqueio.

Barakeh insistiu em que essas são as condições do Hamas para poder chegar a uma trégua, que "nós cumpriríamos".

Israel colocou como condição para se retirar de Gaza o fim do contrabando de armas através da passagem de Rafah, na fronteira com o Egito, que o Hamas não aceitou.

Enquanto isso, o presidente sírio, Bashar al-Assad, pediu aos países árabes a ruptura de relações com Israel. EFE cla/an

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