Dirigente da Jihad Islâmica morre em batida israelense na Cisjordânia

(Confirma identidade de miliciano e acrescenta reação da Jihad) Ramala, 5 fev (EFE).- Um dirigente local da Jihad Islâmica morreu hoje em uma batida do Exército israelense nos arredores da cidade cisjordaniana de Jenin, informaram testemunhas e fontes oficiais.

EFE |

Allaedein Abu Rob era o chefe do braço armado da Jihad na localidade de Qabatya, no sul de Jenin, e morreu por causa de disparos de soldados israelenses em um incidente ocorrido antes do amanhecer, disseram as testemunhas.

A princípio tinha sido informado que o miliciano poderia ser outra pessoa, mas diversas fontes oficiais e o braço armado da Jihad confirmaram que se trata de Abu Rob.

Segundo as testemunhas, por volta das 5h30 (1h30 de Brasília), uma unidade especial do Exército israelense e agentes do serviço de segurança interna, o Shabak, cercaram sua casa e atiraram no miliciano quando ele saiu pela porta.

Outras fontes afirmam que as forças israelenses atacaram o imóvel a tiros e mataram o miliciano.

O Exército israelense confirmou a batida e um porta-voz declarou que atacaram a casa do miliciano "com a intenção de detê-lo", mas que, "ao vê-lo armado, atiraram contra ele".

Acrescentaram que apreenderam na casa um explosivo, duas armas, um colete à prova de balas e vários carregadores.

De acordo com o Shabak, o miliciano planejava um atentado contra Israel e a batida foi feita após o testemunho de cinco palestinos que foram detidos na semana passada.

A princípio, fontes da ANP tinham afirmado que a pessoa que Israel tinha matado não era Allaedein Abu Rob, detido há várias semanas por causa de seus serviços de inteligência.

A Jihad Islâmica inclusive publicou nas últimas semanas vários comunicados de condenação contra a ANP por causa da detenção de Abu Rob.

Em Gaza, as Brigadas de Jerusalém, braço armado da Jihad, confirmaram a identidade da vítima em um panfleto distribuído nas ruas.

"As forças de ocupação assassinaram a sangue frio Alla Eddin Abu Rob após atacá-lo e a sua família. Este crime não passará em branco e vingaremos", diz o panfleto. EFE fn-sar-elb/an

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