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Diretor-geral da AIEA adverte para expansão da energia nuclear no mundo

Sevilha (Espanha), 5 nov (EFE).- O egípcio Mohamed ElBaradei, diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) e prêmio Nobel da Paz, advertiu para a iminente expansão da energia nuclear em todo o mundo e pediu que os países atuem com responsabilidade.

EFE |

Em apresentação na cidade de Sevilla, ElBaradei deu sua avaliação sobre o sistema espanhol de segurança nuclear e de proteção radiológica, que qualificou de "excelente", e expressou o desejo de que programas como este sejam aplicados em todos os países que utilizam este tipo de energia.

O diretor-geral da AIEA lembrou que uma expansão internacional da energia nuclear "está a ponto de acontecer", já que muitos países consideram-na "cada vez mais atrativa" como opção frente à mudança climática.

Segundo ele, também contribuem para a expansão as "oscilações" do preço dos produtos energéticos e "a incerteza" que assola os países geradores de combustíveis fósseis.

"A segurança nuclear no mundo melhorou, mas sua supervisão continua é muito importante. Temos que assegurar a existência de uma boa cultura da segurança nuclear nos novos países que querem utilizá-la", completou.

Segundo ElBaradei, 50 países informaram à AIEA da intenção de ter fontes energéticas nucleares. Já potências em expansão como Índia, China e Rússia querem multiplicar o número atual de usinas nucleares em seu território.

"Temos que redobrar os esforços para assegurar que todos os países que utilizem esta fonte de energia o façam com a máxima segurança e apenas para fins pacíficos", disse.

ElBaradei não quis responder às perguntas sobre a vitória de Barack Obama nas eleições presidenciais americanas, mas se mostrou a favor da cooperação internacional em matéria de segurança nuclear: "Nenhum país, por muito poderoso que seja, pode solucionar esta questão por si só", destacou.

Na sua opinião, a energia nuclear pode assegurar "uma disponibilidade energética a um preço razoável", o que faz com que ela se torne uma alternativa para mais de um terço da humanidade que carece de um sistema energético elementar.

ElBaradei destacou que o conceito da energia nuclear não deve ser limitado às usinas de geração elétrica, pois abrange âmbitos como medicina, saúde, agricultura e pesquisa.

Por isso, ele pediu que esta tecnologia não seja "seqüestrada" pelos países desenvolvidos, e sim compartilhada com as nações em desenvolvimento. EFE am/dp

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