Diretora do Stanford é solta sob fiança, mas segue investigada

Washington, 27 fev (EFE).- A Justiça americana concedeu hoje liberdade sob fiança a Laura Pedergest-Holt, investidora-chefe do banco de Robert Allen Stanford, que é a primeira pessoa processada em um caso penal vinculado à suspeita de fraude do grupo financeiro.

EFE |

Laura, que foi presa nesta quinta-feira em Houston (EUA.), é acusada de obstruir a Justiça por mentir aos investigadores da Comissão da Bolsa de Valores (SEC, na sigla em inglês) em duas reuniões este mês.

A executiva passou a noite na prisão e hoje compareceu à juíza Mary Milloy, que determinou uma fiança de US$ 300 mil.

Seu advogado, Dan Cogdell, disse na audiência que sua cliente é inocente das acusações, que preveem uma pena máxima de cinco anos de prisão e uma multa de US$ 250 mil.

Além do caso penal, Laura se enfrenta um processo civil apresentada pela SEC contra ela, Stanford e o diretor financeiro do banco, James Davis.

A Comissão deu nesta sexta-feira mais detalhes da suposta fraude ao modificar o documento de acusação, no qual afirma que Stanford e Davis se apropriaram de US$ 1,6 bilhões de seus clientes por empréstimos falsos do banco ao Stanford.

Além disso, "investiram" uma quantidade indeterminada dos depósitos "em negócios especulativos e não rentáveis controlados por Stanford".

A SEC acusa os três de fraudar milhares de investidores com a venda de certificados de depósito no valor de US$ 8 bilhões com uma rentabilidade impossível. EFE cma/jp

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