Diretora do BM diz AL pode precisar de liquidez, se crise piorar

Madri, 21 out (EFE).- A América Latina poderá precisar de uma injeção de liquidez caso a crise financeira dos Estados Unidos se agrave, afirmou hoje a diretora do departamento de Desenvolvimento Humano para a América Latina e o Caribe do Banco Mundial, Evangeline Javier.

EFE |

Ela disse à agência Efe que a crise financeira terá "impacto" na economia real de "alguns países" da América Latina.

A analista do BM lembrou que a região experimentou um crescimento econômico sustentado nos últimos anos e por isso acredita que estes países podem "agüentar um pouco mais" o efeito da crise americana e não necessitam de financiamento "de emergência".

Caso a situação econômica perdure e se agrave, Javier acha que a região necessitará de um "fluxo de liquidez, uma injeção de liquidez" nos próximos meses.

Além disso, para a diretora do departamento, a alta de preços dos alimentos constitui um "desafio" cada vez maior para as políticas públicas dos países de arrecadação da região.

Após lembrar que, entre março de 2006 e março de 2008, o índice internacional de preços dos alimentos quase duplicou, com um aumento de 82 %, Javier assinala que o Banco Mundial iniciou o Programa Global de Resposta à Crise Alimentaria (GFRP) com US$ 1,2 milhões, do que na América Latina se beneficiaram Haiti, Honduras e Nicarágua.

Aos demais países, o Banco Mundial apóia com Programas de Transferências com Dinheiro Condicionadas (CCT), que contribuem para a diminuição das taxas de pobreza, explicou.

Javier ressaltou que os países que mais estão sofrendo a crise alimentícia são os das América Central, como Guatemala, Honduras, Nicarágua e El Salvador com povoações "muito vulneráveis", embora também aponte "áreas de pobreza" na Argentina, no México, na Bolívia, no Peru e na Colômbia.

Evangeline Javier afirma ser importante garantir a segurança alimentar, mas sobretudo a necessidade de ter uma segurança nutricional durante a crise financeira.

"A alimentação tem que ir ligada à segurança nutricional, que é do que necessitam os grupos mais vulneráveis nesta crise de fome", acrescentou. EFE bal/jp

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