Diretora da OPS visitará áreas mais críticas no Haiti

Santo Domingo, 22 jan (EFE).- A diretora da Organização Pan-americana da Saúde (OPS), Mirta Roses Periago, visitará no fim de semana as áreas de emergência de Porto Príncipe e a fronteira com a República Dominicana após o terremoto que assolou na semana passada o Haiti, informou hoje.

EFE |

Roses Periago, que chegou ontem à República Dominicana, visitará Porto Príncipe, onde a organização mantém um grupo de especialistas que apóia as ações do plano de emergência e coordena, com o apoio das autoridades haitianas e dominicanas, as intervenções no setor saúde, segundo um comunicado da OPS.

A diretora do organismo também irá à cidade fronteiriça de Jimani, onde técnicos da organização mantêm um centro de operações a partir do qual apoiam o atendimento aos feridos no terremoto e são coordenadas ações de prevenção de doenças.

Nessa cidade, visitará dois hospitais, o Geral Melenciano e O Bom Samaritano, este último equipado pela OPS depois que a grande quantidade de haitianos feridos pelo tremor transbordará esse centro hospitalar.

Roses Periago irá ainda às instalações da Igreja Bethel, que serve de albergue aos pacientes em pós-operatórios, e a fortaleza militar, onde as Nações Unidas mantêm uma equipe de técnicos de forma permanente.

A agenda da diretora de OPS inclui encontros com funcionários do Governo dominicano, entre eles o ministro da Economia, Temístocles Montás, e com a representante da ONU na República Dominicana, Valerie Julliand.

A OPS informará sobre sua visita ao Haiti em entrevista coletiva que realizará na próxima segunda-feira em Santo Domingo, onde vai expor as linhas de trabalho da entidade diante da situação provocada pelo terremoto de 7 graus na escala Richter que devastou o país em 12 de janeiro.

O terremoto de 7 graus na escala Richter que atingiu o Haiti ocorreu às 19h53 de Brasília do dia 12 de janeiro e teve epicentro a 15 quilômetros da capital, Porto Príncipe.

Em declarações à Agência Efe, o primeiro-ministro do país, Jean Max Bellerive, disse que o número de mortos superará 100 mil.

Pelo menos 21 brasileiros morreram na tragédia, sendo 18 militares e três civis, entre eles a médica Zilda Arns, fundadora e coordenadora da Pastoral da Criança, e Luiz Carlos da Costa, o segundo civil mais importante na hierarquia da ONU no Haiti. EFE mf/dm

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