Diretor do FMI é inocentado em escândalo sexual

O diretor-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), o francês Dominique Strauss-Kahn, foi inocentado pelo conselho executivo do Fundo das acusações de favorecimento, abuso de poder e de ter um caso com uma colega. O FMI disse que o caso de Strauss-Kahn foi lamentável, mas que ele poderia continuar no cargo.

BBC Brasil |

O diretor-geral desculpou-se nesta semana por ter tido um caso com a ex-economista do Fundo, Piroska Nagy. A polêmica acontece em meio à crise financeira internacional, em que o papel do Fundo tem sido criticado por diversos líderes globais.

O Fundo está tentando arranjar uma grande linha de crédito para países como Brasil e Coreia do Sul, que têm economias fortes mas estão sofrendo pela falta de moeda estrangeira.

Desculpas

"O conselho executivo observou que o incidente foi lamentável e refletiu erros graves de julgamento da parte do diretor-geral", afirma um comunicado do conselho do FMI divulgado tarde da noite de sábado, em Washington.

O conselho reconheceu que muitas mulheres que trabalham no Fundo ficaram indignadas com o comportamento do diretor-geral, mas afirmou que a relação dele com a economista foi consensual.

Strauss-Kahn divulgou um comunicado no sábado, junto com a nota do FMI.

"Eu lamento muito este incidente e aceito a responsabilidade por ele", disse.

"Eu pedi desculpas ao conselho, aos funcionários do FMI e à minha família. Eu também gostaria de reiterar minhas desculpas para a funcionária em questão pelo desgaste que este processo causou."
A mulher de Strass-Kahn, a apresentadora francesa de televisão Anne Sinclair, disse que o marido e ela haviam decidido esquecer o caso.

A húngara Piroska Nagy era economista do departamento de África do FMI, mas deixou o Fundo em agosto. Ela trabalha atualmente em um banco em Londres.

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