Diretor de TV venezuelana diz que Governo não o impedirá de dar notícias

San Salvador, 27 ago (EFE).- O diretor do canal venezuelano Globovisión, Alberto Federico Ravell, assegurou que embora o Governo retire sua concessão, nunca poderá tirar o direito de transmitir notícias, já que os jornalistas da emissora farão isso, se possível, com um megafone.

EFE |

Em entrevista publicada nesta quinta-feira pelo jornal "El Diario de Hoy", de El Salvador, Ravell afirmou que "(as autoridades) não vão fechar o 'Globovisión' nunca".

Ele explicou que o Governo do presidente Hugo Chávez poderá tirar seu sinal, a concessão, mas nunca "o direito de transmitir as notícias boas e más que ocorrem na Venezuela - mesmo que seja com um megafone".

Questionado sobre como poderão terminar as coisas nesse país, o diretor do canal privado, opositor a Chávez, ressaltou que gosta da "ideia de ver o presidente de Miraflores (sede do Governo) sair com uma malinha na mão, derrotado pelos votos dos venezuelanos, esses mesmos venezuelanos que o levaram ao poder".

Ravell afirmou que o "Globovisión" se mantém como "uma tribuna para a reivindicação da oposição" e também para que pessoas afins ao Governo façam suas denúncias quando "não têm acesso a canais do Estado".

Ele acusou Chávez de pretender "ditar a linha editorial" da imprensa venezuelana, mas considerou que esta política "fracassou", pois os meios de comunicação estaduais têm pouca audiência.

No dia 3 de agosto, um grupo de pessoas lideradas pela líder pró-governista Lina Ron, que depois foi capturada, atacou com bombas de gás lacrimogêneo a sede da "Globovisión".

Chávez ameaçou interromper as operações do canal por considerar que pratica um "terrorismo midiático". EFE cp/db

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG