Diretor de partido espanhol acusa PF de abuso de poder em São Paulo

Rio de Janeiro, 11 dez (EFE) - O diretor do Departamento do Partido Popular (PP) da Espanha no Exterior, Alfredo Prada, disse que decidiu voltar hoje a Madri e cancelar um ato no Rio de Janeiro após ter sido retido por cinco horas pela Polícia Federal (PF) no aeroporto de Guarulhos na quarta-feira. Prefiro não fazer comentários mais extensos sobre o ocorrido porque ainda não saí do Brasil e não quero complicar as coisas, mas posso dizer que fui vítima de um incidente absurdo por causa de abuso de poder, declarou à Agência Efe o ex-vice-presidente e ex-conselheiro de Justiça e Interior de Madri. Não houve uma detenção propriamente dita. Foi uma retenção durante cinco horas e sem nenhum tipo de razão, acrescentou o dirigente do PP, que discutiu com agentes da PF porque queria levar na bagagem de mão uma colônia e um spray de espuma para barbear de 100 mililitros.

EFE |

Após insistir em que as regras internacionais permitem carregar essas quantidades, os agentes decidiram detê-lo e o mantiveram em um corredor do aeroporto durante cinco horas, segundo sua versão.

"A partir daí, as coisas foram se complicando até se transformar em um incidente absurdo, sem sentido", acrescentou.

Segundo fontes da Embaixada da Espanha em Brasília consultadas pela Efe, Prada foi retido pela Polícia Federal para uma investigação e foi acusado formalmente de desacato à autoridade.

As autoridades brasileiras iniciaram o "cabível procedimento judicial perante o juizado de Guarulhos, que está previsto que termine hoje para que o senhor Alfredo Prada possa retornar à Espanha o mais rápido possível", disse uma fonte diplomática.

A mesma fonte acrescentou que Prada teve o tempo todo assistência direta do cônsul da Espanha em São Paulo, Fernando Martínez Westerhausen, de um funcionário do consulado e de um advogado local.

Prada não soube dizer se o incidente teve alguma relação com a greve de 24 iniciada na quarta-feira por parte dos agentes da PF, e que atrasou o atendimento em vários aeroportos.

"Estive em contato com o cônsul da Espanha em São Paulo todo o tempo e, apesar de ter me oferecido ficar em sua casa, optei por me hospedar em um hotel e voltar diretamente a Madri no primeiro vôo, que está previsto para a tarde de hoje", assegurou.

Sobre sua agenda no Rio de Janeiro, onde pretendia iniciar uma representação do PP para o Brasil, disse que os planos continuarão e que o incidente não afeta nada.

"O impulso do PP à representação no Brasil continua.

Reuniremo-nos na próxima semana para decidir os próximos passos", afirmou. EFE cm/db

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