Diretor da Unaids elogia trabalho do Brasil contra a aids

México, 31 jul (EFE) - O diretor-geral do Programa das Nações Unidas contra a Aids (Unaids), Peter Piot, elogiou hoje o trabalho do Brasil para combater a difusão do vírus HIV. O Brasil, com um trabalho excelente em relação à aids, apresenta uma enorme desigualdade entre ricos e pobres, e isso tem enormes implicações, disse Piot. Segundo ele, a crise alimentícia mundial está afetando a luta contra o HIV/aids porque as pessoas que sofrem da doença tem que destinar recursos adicionais para seu sustento. Temos algumas situações paradoxais, gente que tem acesso a medicamentos muito sofisticados, mas não tem o que comer, ou carecem do dinheiro para ir a um centro (médico), ou não têm trabalho. É um círculo vicioso, afirmou o médico belga.

EFE |

Em sua opinião, o encarecimento dos alimentos básicos "está afetando a luta contra a aids", o que tem sido muito notado em países com alta incidência de HIV. "Quanto mais pobre for, mais é afetado", ressaltou.

O principal responsável do Unaids declarou que "não se pode falar sobre aids isoladamente", mas é preciso vinculá-la a outras questões ligadas ao desenvolvimento humano.

"Realmente precisamos trabalhar em equipe de uma maneira muito melhor com essas pessoas que estão trabalhando contra a pobreza, com microcréditos, em alguns casos", acrescentou Piot.

O alto funcionário da ONU abriu hoje na Cidade do México a Cúpula Liderança Positiva, da qual participam pessoas que vivem com HIV e onde são divulgados os avanços sociais contra a epidemia que afeta 33 milhões de pessoas, a maioria delas na África.

Trata-se de um dos múltiplos eventos antes da 12ª Conferência Internacional sobre a Aids que será realizada de 3 a 8 de agosto na capital mexicana.

Sobre a América Latina, onde há 1,7 milhão de pessoas infectadas, apontou que apresenta níveis médios que parecem bons, mas é uma região onde também existem "grandes desigualdades".

Na reunião de líderes, que durará até amanhã, estão sendo tratados aspectos relacionados à prevenção, ao tratamento do HIV, ao aumento da epidemia entre mulheres e a criminalização da transmissão da doença, além de promover os direitos sexuais e reprodutivos. EFE act/bm/db

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