Diretor da circunscrição de Teerã nega fraude em eleições

Teerã, 12 jun (EFE).- O diretor-geral da circunscrição eleitoral de Teerã, Safar Ali Baratlou, negou a existência de qualquer tipo de fraude nas eleições presidenciais que acontecem hoje no Irã, como denunciam os candidatos da oposição reformista.

EFE |

Em declarações reproduzidas pela imprensa estatal, o funcionário qualificou de "falsas" as denúncias dos candidatos opositores Mir Hussein Moussavi e Mehdi Karroubi.

"Apesar da ampla participação, não foram reportadas violações eleitorais este ano. As informações que dizem o contrário são falsas", acrescentou.

Tanto a campanha de Moussavi quanto a de Karroubi denunciaram muitas irregularidades, principalmente em Teerã.

Segundo Ali Akbar, chefe do comitê de supervisão dos votos de Moussavi, "mais de 40% dos colégios da capital ficaram sem observadores".

Aparentemente, muitos dos delegados tanto de Moussavi quanto do outro candidato reformista, Mehdi Karrubi, não puderam atuar, pois os credenciamentos que receberam "tinham erros, e inclusive fotos alteradas".

Ele denunciou ainda que o comitê nacional emitiu "mais de sete milhões de cédulas a mais que as necessárias para a votação".

O porta-voz do poderoso Conselho de Guardiães, órgão que deve validar os resultados, Abbas Ali Kadkhodaei, advertiu que "não se devem levar em conta as pesquisas realizadas por estrangeiros. Não são significativas, porque "é cedo demais para prever o resultado".

De acordo com o Baratlou, mais de 24 milhões dos mais de 46 milhões de iranianos que estavam convocados às urnas hoje tinham votado às 18h (10h30 de Brasília), horário previsto para o fechamento dos colégios eleitorais.

O prazo de fechamento foi ampliado sucessivamente pelo Ministério do Interior até a hora limite, estabelecida na meia-noite. EFE jm/db

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