Londres, 23 out (EFE).- Um diretor do maior fabricante de armas do Reino Unido, a empresa BAE Systems, foi interrogado pelo Escritório Antifraude do país por causa de um suposto suborno em um contrato de armamento.

Julian Scopes, que trabalhou durante 20 anos no Ministério de Defesa britânico antes de comandar a divisão da empresa de relações com o Governo, foi interrogado no domingo passado por agentes do Escritório, informou hoje o jornal "Financial Times".

O interrogatório se inscreve em uma ampla investigação em torno do suposto suborno de pessoas que ocupam posições elevadas e que estiveram envolvidas em contratos de armamento em países da Europa central, como Áustria e República Tcheca.

O Escritório Antifraude se limitou a confirmar que um homem de 55 anos - a idade de Scopes - havia sido detido e interrogado por suspeitas de corrupção e que posteriormente fora colocado em liberdade após pagar fiança.

Scopes teve um papel importante na ratificação de contratos entre a companhia e o Ministério da Defesa britânico e na promoção dos interesses da BAE Systems em círculos governamentais, ressalta o diário.

O diretor da BAE, que agora está à frente das operações na Ásia, foi interrogado no mesmo dia em que a Polícia britânica deteve o conde Alfons Mensdorff-Pouilly quando ele deixava sua residência na Escócia e se dirigia para Viena.

O aristocrata austríaco, que trabalhou como assessor para a BAE, negou, através de seu advogado, ter cometido algum crime.

As autoridades britânicas, suecas e tchecas estudam um acordo, posteriormente cancelado, no qual a BAE e a empresa sueca Saab deviam fornecer 24 caças Gripen às Forças Armadas tchecas.

Este acordo é um dos vários estudados pelo Escritório Antifraude do Reino Unido desde que o Governo do ex-primeiro-ministro Tony Blair decidiu suspender a investigação em torno do suposto suborno pela BAE Systems a personagens da família real saudita. EFE jr/fh/fal

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