Direita conservadora faz discurso polêmico em Washington

Comício demonstrou o poder e a exaltação do movimento popular conservador "Tea Party"

EFE |

A ex-candidata à Vice-Presidência dos Estados Unidos, Sarah Palin, reuniu neste sábado milhares de pessoas em Washington em um comício que demonstrou o poder e a exaltação do movimento popular conservador "Tea Party". O movimento foi realizado em frente ao Lincoln Memorial, mesmo local do discurso "I Have a Dream" (Eu Tenho um Sonho) de Martin Luther King, exatamente 47 anos depois.

Palin foi apresentada pelo comentarista de TV e organizador do ato Glenn Beck, que se referiu a ela como "a mãe de um soldado".

A oradora incitou a multidão, que vibrava ao longo da histórica esplanada, a "restaurar a honra da nação".

Reuters
Palin foi apresentada pelo comentarista de TV e organizador do ato Glenn Beck, que se referiu a ela como "a mãe de um soldado"
Beck, um comentarista que conta com 6,5 milhões de espectadores todas as semanas e lidera a audiência da faixa de horário em seu programa na "Fox News", desafiou os ativistas dos direitos civis.

Muitos de seus críticos, como Al Sharpton, lamentaram a escolha da data e do lugar por considerá-la uma desonra ao legado do ativista dos direitos civis assassinado em 1968.

No entanto, o apresentador disse que as coincidências não foram propositais e as explicou como um ato da "divina providência".

Por causa da data, Sharpton e o filho do homenageado, Martin Luther King III, também lideraram uma manifestação que passou a poucas quadras e na mesma hora da realizada por Palin.

Mas na outra manifestação também foi ouvido o nome da figura histórica que liderou a luta contra a segregação e a discriminação racial nos Estados Unidos.

"Sentimos o espírito de Martin Luther King", assegurou a conservadora que comparou "seu sonho" ao de King no discurso que dedicou aos "heróis de guerra" e ao patriotismo de um "país maravilhoso tocado pela graça de Deus".

Sem referências políticas diretas, Palin, que deve se candidatar nas próximas eleições presidenciais em 2012, disse a seu público que "o país está em um momento perigoso".

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