Diplomatas em Guiné-Bissau apoiam saída constitucional à crise

Johanesburgo, 2 mar (EFE).- As embaixadas em Guiné-Bissau apoiam uma saída dentro da legalidade e da constitucionalidade à crise surgida nesse país, após os assassinatos do presidente, João Bernardo Vieira, e do chefe do Estado-Maior do Exército, general Tagmá Na Wai, disse à Agência Efe, por telefone, a delegação espanhola.

EFE |

Após os incidentes nos quais morreram o chefe militar e o chefe do Estado, os embaixadores em Guiné-Bissau se reuniram hoje e formaram uma comissão para se encontrar com o primeiro-ministro, Carlos Gomes Júnior, para saber a situação, que "não está muito clara", disse à Efe o chanceler da representação espanhola, Alexandre García.

Segundo García, à frente do Governo continua o primeiro-ministro e, à frente da Assembleia Nacional Popular, o presidente da casa, Raimundo Pereira, que deve assumir a Chefia do Estado nestas circunstâncias, segundo a Constituição de Guiné-Bissau.

No entanto, García disse que os militares não manifestaram com clareza suas intenções, após os incidentes das últimas horas.

García ressaltou que os militares mantêm bloqueada parte do centro de Bissau, com vários controles, e "pediram aos cidadãos que permaneçam em calma e serenos".

"Há pouca gente na rua e a circulação está muito restrita", acrescentou, afirmando que, durante o dia, a situação foi de calma na cidade, mas manifestava seu temor de que à noite possam ocorrer fatos violentos.

Vieira foi assassinado de madrugada por soldados leais ao general Na Wai, morto ontem à noite em um atentado com explosivos, pelo qual responsabilizaram o presidente guineense.

Os militares de Guiné-Bissau se comprometeram a respeitar as instituições e a Constituição vigentes após os assassinatos de Vieira e Na Wai, segundo a rádio privada senegalesa "RFM".

Guiné-Bissau é um dos países mais pobres do mundo e, desde que obteve a independência de Portugal em 1974, sofreu vários golpes de Estado. EFE cho/an

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