Diplomatas e jornalistas assistirão a julgamento de Suu Kyi

Bangcoc, 20 mai (EFE).- A Junta Militar de Mianmar (antiga Birmânia) autorizou diplomatas e jornalistas a assistir hoje à terceira sessão do julgamento da líder do movimento democrático e Nobel da Paz Aung San Suu Kyi, informou uma emissora de rádio da dissidência.

EFE |

Fontes do Ministério de Informação birmanês assinalaram que um diplomata de cada Embaixada ou Consulado e cinco jornalistas estrangeiros e outros nacionais poderão assistir na tarde (local) de hoje à audiência realizada em um tribunal especial, presidido por juízes militares, na penitenciária de Insein, arredores de Yangun.

O regime militar tinha rejeitado até agora os pedidos para assistir ao julgamento formulados por diplomatas de Alemanha, Austrália, França, Itália e Reino Unido, e tinha negado a solicitação apresentada pela defesa de Suu Kyi na segunda-feira passada para que o julgamento fosse aberto.

O partido de Suu Kyi e o único que resiste à pressão do Governo, a Liga Nacional pela Democracia (LND), indicou que no ritmo atual o julgamento pode terminar na próxima semana.

Suu Kyi, de 63 anos, foi detida na semana passada depois de um cidadão americano ter nadado até sua casa, furando a guarda de sua prisão domiciliar.

A Nobel da Paz está sendo acusada de ter violado os termos da prisão domiciliar sob a qual se encontra desde 2003 e que expiraria no próximo dia 27.

Caso seja considerada culpada, pode ser condenada a até cinco anos de prisão, o que a impedirá de participar do pleito que a Junta Militar planeja realizar em 2010, o primeiro em 20 anos.

Em 1990, a última ocasião na qual os birmaneses foram chamados às urnas, a LND de Suu Kyi teve uma vitória arrasadora sobre o partido oficial, mas os generais se negaram a admitir a derrota. EFE grc/mh

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