Diplomatas argentinos permanecerão em Honduras

TEGUCIGALPA - Os diplomatas argentinos não têm previsão para sair de Tegucigalpa, apesar da decisão do governo interino de Honduras de romper relações diplomáticas com a Argentina, informou nesta terça-feira, o chanceler argentino, Jorge Taiana, que está no México.

Redação com agências internacionais |

O governo de fato de Honduras havia tirado, nesta terça-feira, as atribuições de diplomatas da Argentina no país. A medida, que foi tomada em represália à decisão de Buenos Aires de afastar a embaixadora hondurenha por respaldar o golpe de Estado, foi ignorada pelos argentinos.

Contudo, em declaração o chanceler comunicou que "o pessoal diplomático argentino está em Tegucigalpa e não têm prazo para nada". Ele também reafirmou que o governo da Argentina não reconhece o atual regime de Honduras, liderado por Roberto Micheletti.

"Mantemos relações com o governo legítimo de Honduras (de Manuel Zelaya)", disse Taina em entrevista coletiva ao lado de sua colega mexicana, Patricia Espinosa, na Cidade do México.

Conflitos

A Argentina é um dos países que condenaram o golpe de Estado e desconhece o governo interino liderado por Roberto Micheletti, instalado após a destituição de Zelaya.

A chancelaria interina de Honduras havia afirmado em comunicado que os diplomatas da embaixada argentina em Tegucigalpa "encerraram suas funções em Honduras". E acrescentou que receberiam, "com base no princípio de reciprocidade, tratamento, prazos e facilidades iguais aos concedidos aos funcionários hondurenhos na Argentina".

O governo de Cristina Kirchner havia afastado em 13 de agosto a embaixadora de Honduras no país, Eleonora Ortez Williams, a pedido expresso de Zelaya.

De acordo com Honduras, com a expulsão a relação diplomática seria canalizada por meio da embaixada de Israel na Argentina. O governo israelense é um dos poucos países que mantém relações com a administração de Micheletti.

Expulsões

A Argentina está entre os seis países que planejam mandar seus ministros do Exterior a Honduras para tentar novas negociações. Uma visita foi adiada na semana passada, após o governo interino declarar que não queria o chefe da Organização dos Estados Americanos (OEA) na missão. Ainda não há uma nova data para o encontro.

Foi a segunda vez que o governo de Micheletti expulsou diplomatas estrangeiros desde que Zelaya foi deposto pelo golpe de Estado.

Enviados da Venezuela também foram ordenados a deixar o país, mas assim como os argentinos, se recusaram a sair dizendo que não reconhecem a ordem do governo golpista.

(Com informações da Reuters, da AP e da AFP)

Leia mais sobre Honduras


    Leia tudo sobre: argentinagolpehonduras

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG