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Diplomata venezuelano chama Sarney e Collor de grosseiros e desrespeitosos

Caracas, 19 mai (EFE).- Francisco Arias Cárdenas, vice-ministro das Relações Exteriores venezuelano para a América Latina e o Caribe, disse hoje que os senadores José Sarney (PMDB-AP) e Fernando Collor de Mello (PTB-AL) foram grosseiros e desrespeitosos ao expressar sua oposição à entrada da Venezuela no Mercosul.

EFE |

"Há sempre o direito de que grupos e setores políticos expressem uma posição, mas a grosseria e o desrespeito de Sarney e Collor no sentido de fazer considerações que estão à margem do assunto foi inconveniente", disse Cárdenas em comunicado.

"Devem ser discutidas quais razões movem a Venezuela e seu Governo do ponto de vista econômico, e não as de caráter pessoal ou político, que são totalmente distintas", acrescentou o vice-chanceler.

Sarney reiterou sua oposição ao ingresso da Venezuela no Mercosul alegando a "cláusula democrática" adotada pelo organismo regional.

Embora não tenha citado a Venezuela explicitamente, Sarney disse há cerca de duas semanas que "não podemos pensar" na entrada no Mercosul de um país "que não é democrático, ou que está a caminho de uma ditadura".

Já Collor repetiu no último dia 16 de abril suas ressalvas ao ingresso da Venezuela no organismo e insinuou que falta "educação" ao presidente venezuelano, Hugo Chávez.

"É necessário discutir a entrada da Venezuela no Mercosul a partir do momento em que o país é presidido por Hugo Chávez", disse o senador alagoano, lembrando que, em 2007, o presidente venezuelano se referiu de forma depreciativa aos parlamentares brasileiros e os chamou de "papagaios que repetem o que Washington diz".

Cárdenas declarou que as negociações com os países-membros do Mercosul ocorrem "de maneira séria e formal" e que, apesar de Sarney e Collor, é "otimista" quanto à entrada da Venezuela no grupo, por considerar que "que é uma relação onde todas as partes saem ganhando".

O vice-ministro venezuelano destacou que o Governo de Chávez "é tão democrático, como disse o próprio presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que tem processos tão coerentes (com a democracia) como não há em nenhum outro país da América Latina e do mundo".

O ingresso da Venezuela como membro pleno do Mercosul foi aprovado em julho de 2006 pelos Governos dos quatro países-membros do bloco (Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai), mas o protocolo de adesão ainda não passou nos Legislativos brasileiro e paraguaio. EFE ar/bba

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