Diplomata japonês eleito para comandar a AIEA

O diplomata japonês Yukiya Amano foi eleito nesta quinta-feira em Viena para dirigir a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), onde sucederá o egípcio Mohamed ElBaradei, anunciou o organismo da ONU.

AFP |

Durante uma reunião extraordinária dos 35 Estados membros do conselho de ministros, Amano obteve 23 votos contra 11 e uma abstenção, após três rodadas que não permitiram a maioria qualificada necessária por nenhum candidato.

Amano, 62 anos, que representa o país na AIEA desde 2005 e era considerado o favorito dos países ocidentais, tinha como rivais o colega sul-africano Abdul Samat Minty, preferido pelos países em desenvolvimento.

Este alto funcionário nipônico, especialista em questões de desarmamento e proliferação, sucederá em dezembro, depois de uma ratificação formal da assembleia geral da AIEA em setembro, o Prêmio Nobel da Paz Mohamed ElBaradei, que não concorreu a um quarto mandato de quatro anos.

"Se tiver o privilégio de ser oficialmente eleito como novo diretor-geral da AIEA, farei todo o possível para melhorar o bem-estar dos seres humanos e garantir um desenvolvimento sustentável através de um uso pacífico da energia nuclear", declarou Amano.

O diplomata, criticado por alguns por falta de carisma, é um grande especialista em temas nucleares e estratégicos.

Em uma entrevista concedida à AFP em fevereiro de 2009, admitiu abertamente que a AIEA não apenas desempenha um papel técnico como também político, principalmente em assuntos como o Irã, Síria ou Coreia do Norte.

Nascido dois anos depois do final da Segunda Guerra Mundial, em 9 de maio de 1947, Amano estudou direito e, em 1972, entrou para o ministério das Relações Exteriores, onde ganhou sua reputação de especialista em armamento.

Dirigiu o serviço de Ciência e de Energia Nuclear em 1993. Em 1999 foi nomeado subdiretor geral para o Controle das Armas e Assuntos Científicos no ministério e, em 2002, foi nomeado seu diretor.

Em 2004 Amano passou para a chefia do departamento de Desarmamento, da Não-Proliferação e Ciência, antes de ser delegado ante a AIEA.

Durante sua trajetória profissional, participou nas negociações para a revisão do Tratado de Não-Proliferação em 1995, 2000 e 2005, assim como nas que estão sendo realizadas para a prevista para 2010.

Amano é casado e fala fluentemente o inglês e o francês. Estudou dois anos na França e foi cônsul-geral do Japão em Marselha de 1997 a 1999.

phs/gg/cn

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