LA PAZ (Reuters) - O principal diplomata dos Estados Unidos na Bolívia classificou, na quinta-feira, como injustificadas as acusações de espionagem, feitas pelo presidente Evo Morales, que expulsou esta semana um membro de sua embaixada, retomando o conflito entre os dois países. A expulsão do segundo secretário da missão diplomática Francisco Martínez marcou um novo episódio de choque entre Washington e La Paz, que já havia expulsado do país o embaixador e funcionários da agência antidrogas norte-americana DEA pelos mesmos motivos.

Em fevereiro, Morales acusou Washington de comandar um complô contra a estatal petrolífera YPFB, uma acusação que foi rejeitada pelo governo dos EUA.

O principal representante da embaixada em La Paz, Kris Urs, informou que Martínez já viajou aos Estados Unidos, em cumprimento ao prazo de 72 horas dado pelo governo na segunda-feira para abandonar a Bolívia.

"Gostaria de enfatizar que as acusações que fizeram contra Francisco Martínez são completamente injustificadas e arbitrárias; não são verdadeiras", disse Urs a jornalistas depois de se reunir com o presidente do Senado boliviano.

"Recebemos a nota diplomática declarando Francisco Martínez 'persona no grata' mais ou menos às oito da noite (de segunda-feira), então terminou o período para que ele saísse."

Morales explicou a decisão dizendo que era para "acabar com a conspiração externa", que também motivou medidas similares quando expulsou, no ano passado, o embaixador e funcionários da DEA.

(Por Diego Oré)

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