Diplomata dos EUA deixa Coreia do Norte após discussão nuclear

SEUL - O secretário-assistente de Estado dos EUA Christopher Hill encerrou sua viagem à Coreia do Norte dizendo na sexta-feira que manteve conversas substanciais pela manutenção do acordo nuclear com o país, mas sem citar resultados concretos.

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Hill chegou na quarta-feira a Pyongyang para tentar convencer o misterioso regime comunista local a reautorizar inspeções internacionais no programa nuclear do país, o que acarretaria benefícios políticos e econômicos para a Coreia do Norte, conforme um acordo de 2007 envolvendo Coreia do Norte, EUA, China, Rússia, Japão e Coreia do Sul.

"Não quero falar em progressos", disse Hill a jornalistas em Seul, explicando que gostaria de conversar com funcionários dos EUA e de outros países antes de divulgar detalhes. "Não quero dizer que estou satisfeito. Fomos a Pyongyang ter discussões substanciais, que se mostraram muito substanciais e muito longas, sobre a questão do protocolo de verificação."

Antes das reuniões, Paik Hak-soon, especialista em Coreia do Norte no Instituto Sejong, da Coreia do Sul, disse que poderiam ocorrer avanços se Hill oferecesse um plano flexível para a inspeção das instalações nucleares norte-coreanas.

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Christopher Hill fala
em "discussões substanciais"

Mas Washington disse que não faria concessões. "Chris (Hill) não iria a Pyongyang com quaisquer novas propostas relativas à substância do regime de verificação", disse o porta-voz do Departamento de Estado, Sean McCormack, a jornalistas.

Hill insistiu que o Norte deve autorizar inspeções que esclareçam as suspeitas norte-americanas de que existe um programa secreto de enriquecimento de urânio para armas na Coreia do Norte, o que criaria um outro caminho para que o país produza armas nucleares. O regime já testou bombas atômicas de plutônio enriquecido, material obtido no reator de Yongbyon, que estava sendo desmontado até o início do atual impasse.

A Coreia do Norte vetou as inspeções e iniciou obras de reconstrução em Yongbyon como retaliação à demora de Washington em retirar o país da lista de nações patrocinadoras do terrorismo.

Os EUA dizem que só vão retirar a Coreia do Norte dessa "lista negra" quando estiver em vigor um sistema que permita a verificação das declarações de Pyongyang a respeito de suas atividades nucleares.

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