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Diplomata diz que Suu Kyi estala de energia em tribunal

A líder pró-democracia de Mianmar, Aung San Suu Kyi, parecia calma e estalando de energia na audiência de seu julgamento nesta quarta-feira, na capital do país, Yangun, segundo um diplomata britânico que conseguiu permissão para assistir aos procedimentos. Suu Kyi, que passou os últimos quase 20 anos de sua vida presa, é acusada de ter violado os termos de sua prisão domiciliar, depois que um americano, John Yettaw, atravessou a nado um lago para chegar à casa em que ela estava confinada.

BBC Brasil |

Pelas normas da Constituição do país, Suu Kyi deveria ser libertada no dia 27 de maio, depois de seis anos consecutivos de prisão domiciliar. Mas, na semana passada, ela foi presa depois do incidente e levada ao presídio de Insein, na capital.

As autoridades birmanesas permitiram que um pequeno grupo de jornalistas locais e diplomatas estrangeiros pudessem participar do julgamento iniciado na segunda-feira. Não foi autorizado, entretanto, que fossem feitas imagens dos procedimentos.


Jornalistas e diplomatas foram autorizados a entrar no tribunal / AP

O diplomata da Grã-Bretanha em Mianmar, Mark Canning, foi um dos que obteve permissão para observar os procedimentos no caso de Aung San Suu Kyi.

"Ela estava contida, ereta, estalando de energia, no comando de sua equipe de defesa. Os procedimentos foram um policial fornecendo várias provas contra o americano que teve acesso ao complexo onde ela estava", disse.

"Após a conclusão da sessão, ela falou rapidamente com os diplomatas que estavam lá, dizendo esperar encontrá-los em uma ocasião melhor", afirmou.

Canning elogiou a decisão do governo de permitir que jornalistas e diplomatas acompanhem o julgamento, que está sendo realizado a portas fechadas. Mas ele afirma que não acredita que o resultado será justo.

"Toda a parafernália de um julgamento está lá, os juízes, a promotoria, a defesa. Mas acho que esta é uma história na qual a conclusão já foi escrita. Então, não tenho nenhuma confiança no resultado", afirmou.

Defesa

O advogado de Suu Kyi insiste que o americano John Yettaw não havia sido convidado para uma visita.

Se for condenada, Aung San Suu Kyi pode ser sentenciada a até cinco anos de prisão - período que abrange eleições planejadas para o ano que vem.

A duração do julgamento é imprevisível. Correspondentes dizem que pode durar poucos dias ou várias semanas - o governo deve chamar até 22 testemunhas de acusação.

Na audiência desta quarta-feira, Suu Kyi se encontrou com três autoridades estrangeiras, o embaixador de Cingapura, e representantes da Rússia (que ocupa a presidência do Conselho de Segurança da ONU), e da Tailândia.

A líder pró-democracia, que tem 63 anos de idade, tem saúde frágil e está detida sem acusação formal por mais de 13 dos últimos 19 anos. Seu julgamento gerou críticas da comunidade internacional.

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