Diplomacia israelense evita pedir desculpas a Turquia

Jerusalém, 13 jan (EFE).- O vice-ministro de Assuntos Exteriores israelense, Danny Ayalon, evitou hoje se desculpar pela humilhação à qual submeteu na segunda-feira o embaixador turco em Tel Aviv, Ahmet Oguz Celikkol, mas disse que será mais diplomático no futuro.

EFE |

"Meu protesto contra os ataques a Israel pela Turquia continua sendo válido. No entanto, não é meu estilo faltar com o respeito à honra de embaixadores e, no futuro, esclarecerei minha posição de uma forma diplomaticamente aceitável", disse Ayalon, em comunicado divulgado hoje por seu ministério.

Pouco depois, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, expressou sua satisfação pelo esclarecimento de Ayalon, segundo um comunicado de seu escritório.

A humilhação em questão - que aumentou a tensão entre Turquia e Israel, dois tradicionais aliados - ocorreu durante uma reunião entre Ayalon e Celikkol.

O encontro tinha sido convocado pelo primeiro para reclamar da transmissão de uma popular série televisiva de ação e espionagem, preparada com um conteúdo fortemente nacionalista, emitida em uma rede de televisão privada turca.

Um dos capítulos da série mostra um agente do Mossad, os serviços secretos israelenses no exterior, assassinando uma criança, o que gerou aacusações de antissemitismo e de colocar em perigo a comunidade judaica turca.

A reunião foi organizada no escritório do "número dois" da diplomacia israelense no Parlamento, em vez de no Ministério de Exteriores, como é habitual, e foi precedida pela espera do embaixador turco no corredor, contra o protocolo.

Depois, Ayalon se negou a apertar a mão de seu interlocutor, que se acomodou em um assento ostensivelmente mais baixo, e disse em hebraico aos jornalistas presentes: "prestem atenção que está sentado em uma cadeira mais baixa, que só há uma bandeira israelense na mesa e que não estamos sorrindo".

A Turquia exigiu desculpas ao Estado judeu e convocou seu diplomata, que talvez não retorne mais a seu posto em Tel Aviv, disse o deputado árabe-israelense Talab el-Sana, após falar ontem com ele por telefone. EFE ap/an

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG