Dinossauro de porte pequeno modifica o conhecimento sobre os pássaros

Um diminuto dinossauro com penas que vivia há mais de 150 milhões de anos e se alimentava de ovos roubados permite explicar uma etapa importante da evolução dos répteis para os pássaros, segundo um estudo publicado pela revista britânica Nature.

AFP |

Em uma linguagem pouco comum para uma publicação científica, paleontologistas chineses reconhecem que este dinossaurio era "raro".

O animal era um parente distante do Tiranossauro Rex, mas não era maior que um gato. Apesar de ter penas, não podia voar.

A criatura viveu entre 152 a 168 milhões de anos atrás, segundo a análise do fóssil, encontrado em Daohugou, na Mongólia Interior (norte da China).

Chamado de Epidexipteryx Hui, este minidinossauro era um predador de duas patas que viveu na era Jurássica Média ou Inferior.

Provavelmente não pesava mais de 164 gramas e se alimentava de ovos que encontrava ou roubava, de acordo com o estudo.

O Epidexipteryx Hui viveu pouco antes do Archaeopteryx, que surgiu há 150 milhões de anos e é considerado geralmente o primeiro pássaro.

Apesar de ter muitos traços de um dinossauro, o Archaeopteryx pode ter sido capaz de voar.

No entanto, uma das dúvidas que a teoria de uma "ave primitiva" apresenta é como foi possível que os dinossauros desenvolvessem penas.

Por acaso as penas proporcionavam calor, por exemplo, ou permitiam que escapasse para saltar ou deslizar de um lugar seguro de uma árvore ou encontrar alimentos?

A equipe de cientistas chineses, dirigida pelo caçador de fósseis Xing Xu, do Instituto de Paleontologia e Paleoantropologia de Pequim, afirma que as longas penas da cauda do Epidexipteryx Hui apontam para uma função diferente.

Os cientistas acreditam que a plumagem pouco comum era um adorno que servia para atrair o sexo oposto.

Assim como o pavão real, que movimenta a cauda para atrair a fêmea, o dinossauro provavelmente mostrava as penas para cortejar a escolhida.

O nome de Epidexipteryx Hui provém de um composto grego que significa "desdobramento de penas" e de Yaoming Hui, um paleontologista chinês falecido em abril deste ano depois de uma longa doença aos 42 anos.

ri/fp

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