Dinheiro não compra felicidade, diz pesquisa da Grã-Bretanha

LONDRES (Reuters) - Os britânicos estão mais ricos, estão mais saudáveis e vivem mais do que antes, mas não parecem mais felizes, afirmou uma pesquisa divulgada na terça-feira. Em seu relatório anual Social Trends (tendências sociais), o Escritório para Estatísticas Nacionais (ONS) disse que a renda per capita da Grã-Bretanha tinha mais que dobrado nos últimos 30 anos e que, em 2005, foi a terceira maior dentro do Grupo dos Oito (G8), que reúne países industrializados.

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Do ponto de vista da saúde, as coisas também melhoram. As taxas de mortalidade relacionadas com doenças circulatórias como males e ataques do coração, por exemplo, sofreram uma queda acentuada na década de 70.

As mortes provocadas por câncer e doenças respiratórias também diminuem continuamente, mostrou o relatório, e a expectativa de vida segue aumentando.

Mas a pesquisa disse que a satisfação dos britânicos com seu nível de vida permaneceu em grande parte estável desde a década de 1970, ao invés de crescer junto com a riqueza do país.

'Isso sugeriria que o bem-estar em termos sociais não melhorou, apesar de o padrão econômico ter aumentado continuamente', afirmou a repórteres Paul Allin, especialista do ONS.

Os dados da pesquisa mostram que a cada ano, a partir de 1973, uma média de 86 por cento das pessoas afirmou estar 'muito' ou 'razoavelmente' satisfeita com seu padrão de vida.

Em 2006, essa cifra foi de 85 por cento. Outros 6 por cento disseram-se 'muito' ou 'razoavelmente' insatisfeitos com seu padrão de vida.

Esses dados confirmam o Paradoxo de Easterlin, segundo o qual o nível de satisfação com o nível de vida continua estável uma vez que a riqueza de um país ultrapassa um determinado patamar, afirmou Allin.

(Reportagem de Raissa Kasolowsky)

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